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leucemia

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O sangue seguro deve ser um direito de todos, visto que é um elemento vital e serve de suporte para tratamentos oncológicos, intervenções cirúrgicas e quadros clínicos emergenciais. O ato de doar sangue é simples e pode salvar até 4 vidas, de acordo com dados do Ministério da Saúde. No entanto, o órgão também evidencia as baixas taxas de doação – apenas 16 a cada mil pessoas são doadoras no Brasil. Neste período de pandemia, houve, ainda, uma redução de 20% de voluntários. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), em nível global, 42% do sangue coletado é de países de alta renda, que abrigam apenas 16% da população mundial.

Nesse sentido, a Assembleia Mundial da Saúde instituiu o Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho, que tem como principal objetivo aumentar a conscientização da sociedade sobre a necessidade de contribuir, como voluntários, na doação de sangue. O slogan da campanha de 2021 é “Doe sangue para que o mundo continue pulsando” e visa a agradecer aos doadores de todo mundo e sensibilizá-los para a importância da doação como ferramenta para salvar vidas e proporcionar mais saúde às pessoas. 

Para te ajudar a entender mais detalhes sobre o tema e saber os requisitos para se tornar um doador, nós, do Blog da Medquimheo, produzimos este conteúdo especial. Confira!

Veja também: Descubra mitos e verdades sobre a leucemia

🔎 Qual a importância da data para os pacientes oncológicos?

Para os pacientes oncológicos, é comum necessitar de uma transfusão sanguínea, principalmente, aqueles que enfrentam cânceres hematológicos, como por exemplo, a leucemia aguda, já que a doença se origina na medula óssea, órgão em que o sangue é produzido. No entanto, a doação também  é de grande valia para casos de cirurgias oncológicas e procedimentos de quimioterapia. 

💉 Pacientes oncológicos podem doar?

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), neoplasias malignas, como o câncer, são impeditivos definitivos para a doação sanguínea, visto que a ação deve proporcionar segurança a todos, e o paciente oncológico pode ser prejudicado ao doar, já que se encontra, na maioria dos casos, vulnerável e necessitado da doação. Além disso, o uso de medicamentos para o tratamento contra o câncer pode ser prejudicial ao receptor.

🦠 Doação de sangue em período de pandemia

De acordo com o Ministério da Saúde, estima-se que neste período de pandemia houve queda de 20% no total de doações de sangue, se comparado ao ano anterior. Em contrapartida, tornou-se ainda mais necessário a doação, visto o aumento da demanda por produtos sanguíneos para o tratamento da Covid-19 e outras doenças, como o câncer. Dessa forma, procure o hemocentro mais próximo de você, adote as medidas de segurança e mantenha o hábito de doar e compartilhar a vida com aqueles que precisam. 

🤔 Quem pode doar?

Antes de doar, efetivamente, os voluntários passam por uma triagem para avaliação da saúde. Para isso,  é preciso se encaixar em alguns quesitos, como:

🩺 Estar em boas condições de saúde;

👨‍👧‍👧 Ter entre 16 e 69 anos. Para os idosos, é necessário que a primeira doação tenha sido feita até os 60 anos de idade;

⚖️ Pesar no mínimo 50kg;

🥗 Estar alimentado. É preferível evitar alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação.

É importante citar que neste período de pandemia, outros requisitos foram estabelecidos temporariamente para garantir maior segurança aos doadores e receptores.

🤧 Em casos de sintomas gripais, é preciso aguardar 7 dias após o desaparecimento dos sinais para doar;

🤰🏽 Grávidas e puérperas devem aguardar até 12 meses após o parto para realizar a doação;

🦠 Pessoas infectadas pelo coronavírus devem aguardar 30 dias após a recuperação da doença para fazer a doação;

💉 Vacinados contra a Covid-19 só devem doar entre 48h e 7 dias após cada dose, a depender de qual vacina foi ministrada.

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Entenda a importância da doação de sangue na pandemia

Junho Vermelho: mês de conscientização e incentivo à doação de sangue

Fonte: Ministério da Saúde.


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janeiro 30, 2018 AnemiaLeucemia0

Apesar da leucemia e a anemia serem patologias relacionadas ao sangue, você sabia que as duas possuem diferenças na forma que acometem os pacientes? Segundo especialistas, a anemia é um sintoma que pode estar presente em diversas doenças. O sinal pode aparecer por deficiência de ferro, porém, não se transforma em leucemia. No entanto, o paciente com este tipo de câncer geralmente apresenta a condição anêmica. Quer saber mais? Continue lendo!

Anemia x leucemia

 Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) anemia é definida como a condição na qual o conteúdo de hemoglobina no sangue está abaixo do esperado. As anemias podem ser causadas por deficiência de vários nutrientes como ferro, zinco e vitamina B12.

A hematologista aqui da Medquimheo, Alessandra Prezoti, explica que a anemia mais frequente nas pessoas é a causada por deficiência de ferro. Denominada como anemia ferropriva, estima-se que correspondam a 90% de todos os casos de anemia. No entanto, a anemia ferropriva não evolui para leucemia.

Já a leucemia é um câncer maligno que tem início na medula óssea, local em que as células sanguíneas são produzidas, explica Prezoti. Na leucemia, os glóbulos brancos são as células atingidas. Por conta da patologia, elas começam a se reproduzir de forma desordenada fazendo com que o paciente desenvolva a patologia.

Para o tratamento de leucemia, devem ser realizados processos de quimioterapia, radioterapia ou até transplante de medula óssea.

Anemia: saiba quais são os sintomas

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A condição anêmica ferropriva é frequente nas pessoas e possui tratamento simples, feito em geral com a suplementação de ferro. Como especifica Prezoti, indícios no corpo podem indicar a presença da patologia. Fadiga excessiva, palidez de pele e nas mucosas, menor disposição para o trabalho, devem ser observados.

Para saber um pouco mais de patologias sanguíneas é só acompanhar os nossos posts aqui no blog da Medquimheo!



mancha-roxa-leucemiaA leucemia é uma doença temida pela grande maioria. Entre os principais sintomas físicos está o aparecimento de manchas roxas pelo corpo, sem nenhum motivo aparente. É caracterizada pelo acúmulo de células jovens anormais na medula óssea, região do organismo em que são produzidas as células sanguíneas. O acúmulo de células anormais impede a produção dos glóbulos normais: vermelhos, brancos e as plaquetas. Mas médicos alertam que o aparecimento de hematomas na pele nem sempre são sinais da doença.

Outros transtornos, entre eles a púrpura imune (PTI), uma doença autoimune, caracterizada pela presença de manchas vermelhas pequenas semelhantes a picadas de inseto (petéquias), surgimento de   manchas roxas, hematomas e outros sangramentos.  Isso ocorre por conta da destruição de plaquetas por anticorpos produzidos pelo próprio organismo. “Neste caso a produção de plaquetas pela medula óssea está normal ou aumentada. Atinge, em especial, mulheres em idade fértil, mas também pode afetar homens e crianças. Outros sintomas que podem ocorrer são: sangramentos nasais, nas gengivas e no trato urinário. Hemorragias gastrintestinais e menstruais difíceis de controlar também podem acontecer”, comenta Alessandra Prezotti, hematologista da Medquimheo.

Análise do hematologista é fundamental

É necessário realizar um hemograma, que irá identificar se o nível de plaquetas está menor do que o esperado. Caso detecte alguma anormalidade, o hematologista poderá investigar a causa desta deficiência até chegar ao diagnóstico final.

Tratamento

 

Medicamentos como prednisona e imunoglobina são utilizados para o tratamento da doença. Em alguns casos, a cirurgia para a remoção do baço pode ser indicada, já que as plaquetas ligadas aos anticorpos são destruídas por este órgão.

 



relacao-anemia-leucemiaA anemia está na lista de transtornos hematológicos mais comuns. A causa pode estar relacionada a uma série de fatores e não somente à alimentação, como a grande maioria acredita. Deficiência de nutrientes é uma causa comum, mas perda crônica de sangue, verminoses e doenças de outros órgãos (como as da tireoide, por exemplo) podem colaborar para seu surgimento. Há quem confunda os sintomas desse problema com a leucemia. Mas hematologistas explicam que na imensa maioria dos casos não há qualquer relação entre ambas. Raramente, no entanto, a anemia pode ser o primeiro sinal de um câncer no sangue.  

 

Doença maligna originada nos glóbulos brancos, a leucemia é caracterizada pelo acúmulo de células jovens anormais na medula óssea, região do organismo em que são produzidas as células sanguíneas. Este acúmulo de células anormais impede a produção dos glóbulos normais: vermelhos, brancos e as plaquetas. A redução de produção dos glóbulos vermelhos pode causar a anemia. Segundo a hematologista Evelyne Monteiro, da Medquimheo, a relação entre as duas doenças está neste ponto.

 

“A anemia não é uma doença, mas sim uma alteração na saúde. Os sintomas mais frequentes são palidez e fadiga. Em alguns casos pode ocorrer icterícia e aumento do baço. É comum que alguns pacientes com uma anemia persistente  pensem que ela se transformará em leucemia, mas isso é um mito. O mais indicado nestas situações é buscar o diagnóstico e ter o tratamento correto”, esclarece a especialista.

 

Especialista explica quando anemia pode virar um problema mais grave

 

Geralmente, a anemia é de fácil tratamento e controle. Mas hemorragias digestivas são preocupantes. Elas podem ocasionar uma perda de sangue muito grande em curto espaço de tempo. Como consequência, a pressão arterial cai rapidamente – o que os médicos chamam de choque hemorrágico. A hemorragia digestiva pode se manifestar por evacuação de coloração escura (fezes negras, amolecidas e de odor extremamente fétido) e palidez de rápida instalação. Ainda de acordo com a hematologista, úlceras podem ser as responsáveis por esse agravante. “Ao detectar esses sintomas, o paciente deve procurar uma emergência rapidamente”, orienta.