BLOG

Acompanhe dicas de saúde, nutrição e bem-estar em nosso Blog.

câncer de colo de útero

shutterstock_1903570186.jpg

A imunização em massa é a peça-chave para a prevenção e proteção coletiva, tanto para a Covid-19, quanto para outras doenças, como o câncer. De acordo com pesquisa realizada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, 92% dos casos de câncer de colo de útero, causados pelo vírus do HPV, poderiam ser evitados com o imunizante. Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), antes da aplicação em massa da vacina contra o vírus  do papiloma humano (HPV), eram registradas cerca de 35 mil mortes por câncer uterino, ao ano, nos países da América e, hoje, 43 deles já administram o imunizante na população em campanhas anuais.

Para te ajudar a entender a importância das vacinas para a prevenção do câncer, nós, do Blog da Medquimheo, produzimos este conteúdo especial. Confira!

Veja também: Tomei a vacina da Covid-19, e agora?

🔎 Quais vacinas ajudam a prevenir o câncer?

As principais vacinas que podem ajudar a prevenir o câncer são: vacina HPV, que protege contra o vírus papiloma, transmissível por relação sexual, que pode causar lesões pré-cancerosas e é o principal causador do câncer de colo de útero; vacina Hepatite B, que causa infecções crônicas e, quem a tem, convive com um risco aumentado de desenvolver câncer de fígado

Essas vacinas, em específico, são administradas desde a infância e devem ter o esquema vacinal seguido de forma correta para garantir a eficácia da imunização. A vacina que protege contra o HPV é aplicada pelo Ministério da Saúde em adolescentes de 9 a 14 anos do público feminino e de 11 a 14 anos do público masculino. Para outras faixas etárias, a vacina está disponível na rede privada. Já a vacina contra a hepatite B é administrada em crianças 24 horas após o parto e a segunda dose deve ser aplicada até os 6 meses.  

É importante citar que a simples ação de completar o cartão de vacina das crianças garante a elas um futuro mais seguro e as protege, de forma completa, contra doenças infecciosas que podem evoluir para um câncer.

#DicaMedquimheo: o Ministério da Saúde criou uma cartilha para informar, de forma detalhada, quais vacinas devem ser administradas durante cada fase da vida, para homens, mulheres e grávidas. 

🦠 Vacinação durante a pandemia

Neste período de pandemia, as campanhas de imunização ocorrem normalmente, para além da vacinação contra a Covid-19. Nesse sentido, a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) publicou algumas dicas para ajudar a manter o esquema vacinal em dia e reforçar a proteção coletiva contra as demais infecções.

📆 Certifique-se de que as vacinas de rotina estão atualizadas: confira os cartões de vacinação ou entre em contato com o serviço de saúde mais próximo para saber se falta alguma vacina;

💉 Se deixou de receber alguma vacina, entre em contato com o serviço de saúde para saber como se imunizar;

👨‍👧‍👧 Apenas uma pessoa deve acompanhar quem será vacinado no serviço de saúde. Proteja-se e proteja os outros usando máscaras;

🤧 Caso teste positivo para Covid-19, fique em casa. O profissional do serviço de saúde irá informar para quando deve programar a vacinação;

😷 Procure saber quais são as medidas que os serviços de saúde têm adotado para proteger as pessoas que estão em busca de vacinação durante a pandemia de Covid-19;

💻 Informe-se! A vacina não diminui as defesas imunológicas; não existe nenhuma evidência de que as atuais vacinas facilitam ou impedem o adoecimento e complicações devido à Covid-19. 

A pandemia nos fez perceber a importância das vacinas para a prevenção de doenças e preservação da vida. Por isso, aproveite as que temos hoje para prevenir alguns tipos de câncer e outras infecções, principalmente, o coronavírus

💡 Conheça nosso blog!

Aqui em nosso Blog sempre encontrará materiais relevantes para mais saúde e qualidade de vida. Confira outros conteúdos que podem ser de seu interesse:

Entenda a importância da doação de sangue na pandemia

Junho Vermelho: mês de conscientização e incentivo à doação de sangue

Fonte: Ministério da Saúde.



De acordo com a estimativa do Inca para este ano, o câncer de colo uterino, no Brasil, terá cerca de 15.500 novos casos diagnosticados, o que corresponde a 5,7% de todos os cânceres em mulheres (exceto cânceres de pele não melanomas). Isso coloca o câncer de colo como o terceiro mais incidente entre as mulheres, perdendo para o câncer de mama (20,8%) e de cólon e reto (6,4%). Essa mudança epidemiológica se dá devido ao maior acesso da população aos métodos de rastreio e tratamento das lesões pré-neoplásicas do colo, isto é, a mulher consegue se tratar da lesão do HPV antes que ela venha a ter um câncer efetivamente.
 

É considerado um tumor de crescimento lento, sem sintomas específicos em sua fase inicial. “Quando a lesão encontra-se mais extensa, é comum haver sangramento genital anormal. O exame do preventivo realizado regularmente é a única forma de detecção precoce do câncer de colo uterino. Caso este seja o diagnostico, outros exames podem ser solicitados pelo oncologista, como ressonância magnética e outros exames de imagem”, explica Cleverson Gomes do Carmo Júnior, mastologista e ginecologista da Medquimheo.
 

Vacinação também é uma arma poderosa na prevenção
 

O HPV, também conhecido como Papilomavírus humano é uma doença sexualmente transmissível que pode afetar homens e mulheres. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que existem mais de 100 tipos desse vírus, sendo que cerca de 40 deles podem infectar o trato ano-genital, podendo causar câncer em regiões como o colo do útero. Como uma forma eficaz de prevenção, o ginecologista e mastologista Cleverson Gomes do Carmo Júnior, da Medquimheo, indica, também, a vacinação contra a doença.
 

Entre os principais tipos que podem vir a causar o câncer estão o ‘16’ e o ‘18’, variações com alto risco oncogênico e que estão presentes em 70% dos casos de câncer de colo de útero.
 

Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que 291 milhões de mulheres estão infectadas pelo HPV e cerca de 30% estão infectadas pelos tipos ‘16’ e ‘18’. Mas vale ressaltar que a infecção pelo vírus de maneira isolada, pode não ser suficiente para o desenvolvimento de um tumor. Imunidade, genética, tabagismo, número elevado de parceiros sexuais e de gestações, avanço da idade e o uso da pílula anticoncepcional também são considerados fatores de risco.
 

Vacinas disponíveis no mercado
 

Hoje, há duas vacinas profiláticas à venda em grande parte das farmácias e drogarias do País. São elas: a quadrivalente e a bivalente. Ambas previnem a infecção contra o HPV. Até o dado momento, especialistas afirmam que elas garantem 5 anos de proteção. “Mulheres a partir dos 9 anos e homens entre 9 e 26 anos (devido ao risco de câncer anal) recebem indicações para a vacinação. É válido ressaltar que o uso da vacina não dispensa a importância de preservativos nas relações sexuais”, o médico.