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junho 26, 2014 CâncerNotícias0

O HPV, também conhecido como Papilomavírus humano é uma doença sexualmente transmissível que pode afetar homens e mulheres. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que existem mais de 100 tipos desse vírus, sendo que cerca de 40 deles podem infectar o trato ano-genital, podendo causar câncer em regiões como o colo do útero, vagina, vulva, ânus, pênis e boca. Como uma forma eficaz de prevenção, especialistas indicam a importância dos exames ginecológicos e a vacinação contra a doença.
 

Entre os principais tipos que podem vir a causar o câncer estão o ‘16’ e o ‘18’, variações com alto risco oncogênico e que estão presentes em 70% dos casos de câncer de colo de útero, por exemplo. Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que 291 milhões de mulheres estão infectadas pelo HPV e cerca de 30% estão infectadas pelos tipos ‘16’ e ‘18’. Mas vale ressaltar que a infecção pelo vírus de maneira isolada, pode não ser suficiente para o desenvolvimento de um tumor. Imunidade, genética, tabagismo, número elevado de parceiros sexuais e de gestações, avanço da idade e o uso da pílula anticoncepcional também são considerados fatores de risco.
 

Vacinas disponíveis no mercado
 

Hoje, há duas vacinas profiláticas à venda em grande parte das farmácias e drogarias do País. São elas: a quadrivalente e a bivalente. Ambas previnem a infecção contra o HPV. Até o dado momento, especialistas afirmam que elas garantem 5 anos de proteção. “Mulheres a partir dos 9 anos e homens entre 9 e 26 anos (devido ao risco de câncer anal) recebem indicações para a vacinação. É válido ressaltar que o uso da vacina não dispensa a importância de preservativos nas relações sexuais”, explica o ginecologista e mastologista Cleverson Gomes do Carmo Júnior.
 

Exame de Papanicolau não pode ser deixado de lado
 

Embora a vacinação ajude e seja um opcional para a prevenção da doença, exames preventivos não estão descartados. O de Papanicolau é fundamental para as mulheres que já iniciaram a vida sexual e deve ser seguido à risca.

 



mancha-roxa-leucemiaA leucemia é uma doença temida pela grande maioria. Entre os principais sintomas físicos está o aparecimento de manchas roxas pelo corpo, sem nenhum motivo aparente. É caracterizada pelo acúmulo de células jovens anormais na medula óssea, região do organismo em que são produzidas as células sanguíneas. O acúmulo de células anormais impede a produção dos glóbulos normais: vermelhos, brancos e as plaquetas. Mas médicos alertam que o aparecimento de hematomas na pele nem sempre são sinais da doença.

Outros transtornos, entre eles a púrpura imune (PTI), uma doença autoimune, caracterizada pela presença de manchas vermelhas pequenas semelhantes a picadas de inseto (petéquias), surgimento de   manchas roxas, hematomas e outros sangramentos.  Isso ocorre por conta da destruição de plaquetas por anticorpos produzidos pelo próprio organismo. “Neste caso a produção de plaquetas pela medula óssea está normal ou aumentada. Atinge, em especial, mulheres em idade fértil, mas também pode afetar homens e crianças. Outros sintomas que podem ocorrer são: sangramentos nasais, nas gengivas e no trato urinário. Hemorragias gastrintestinais e menstruais difíceis de controlar também podem acontecer”, comenta Alessandra Prezotti, hematologista da Medquimheo.

Análise do hematologista é fundamental

É necessário realizar um hemograma, que irá identificar se o nível de plaquetas está menor do que o esperado. Caso detecte alguma anormalidade, o hematologista poderá investigar a causa desta deficiência até chegar ao diagnóstico final.

Tratamento

 

Medicamentos como prednisona e imunoglobina são utilizados para o tratamento da doença. Em alguns casos, a cirurgia para a remoção do baço pode ser indicada, já que as plaquetas ligadas aos anticorpos são destruídas por este órgão.