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medula óssea


Centenas de pessoas estão à procura de um doador de medula óssea. Profissionais e órgãos competentes ligados à saúde têm intensificado ações para estimular as doações, por meio de campanhas. Para quem já é cadastrado como voluntário, outra questão importante é a atualização dos dados nos Bancos de Doações. Entre os principais impasses do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), está a imprecisão de informações. Alguns doadores mudam de endereço ou telefone e não atualizam sua grade, dificultando o procedimento de localização.
 

A capixaba Lucia Helena de Lucas é uma das pacientes em tratamento contra uma leucemia, que luta para encontrar o seu doador desde março de 2012 – mês em que foi inscrita no Redome. Segundo ela, por quatro vezes foram identificadas pessoas compatíveis, mas devido à falta de atualizações dos possíveis doadores no Redome, o transplante não foi possível. Com a ajuda de familiares e amigos, ela criou uma página na internet com o nome: “Doe vida, doe medula óssea”. O objetivo é informar à população sobre a importância da doação.
 

De acordo com Lucia, a conscientização de cada um é a chave para que muitas vidas conquistem a cura. Mesmo com algumas limitações ela também auxilia a espalhar informações sobre o assunto. “Trabalho na divulgação de detalhes como quem pode ser um doador e as restrições que impedem alguém de doar. Hoje, a web é uma ferramenta importante para falar sobre isso e uso essa plataforma como um meio para as minhas ações. Também espalho panfletos e camisas com o slogan da campanha, com o intuito de chamar a atenção das pessoas sobre o tema”, relata.
 

Resultado de sucesso

Já Priscila Kifer, é um caso que comprova a eficácia e a importância dos Bancos de Doações. Ela descobriu, em janeiro de 2012, que precisaria de um transplante. Mas não tinha nenhum doador aparentado, ou seja, ninguém de sua família possuía as características necessárias. Em agosto, do mesmo ano, conseguiu um voluntário 100% compatível, por meio de seu registro. Em janeiro deste ano, realizou o tão esperado transplante.

“Já tive alta, mas ainda preciso de alguns cuidados médicos. Agora, posso respirar aliviada. De acordo com especialistas, as chances de a doença voltar são mínimas, já que estou com uma medula novinha. Foi como ganhar na Mega Sena. Enfatizo que sem um doador essa felicidade toda não seria possível”, disse Priscila.
 

Sobre a doação

Para ser doador de medula óssea a pessoa deve ter entre 18 e 54 anos, além, é claro, de boa saúde. Os interessados devem procurar aos hemocentros mais próximos. No Espírito Santo, é possível recorrer ao Hemoes. De acordo com a transplantadora Milene Matedi, da Medquimheo, é extremamente importante que os voluntários sempre mantenham os cadastros atualizados. “No primeiro momento será realizado o cadastro do voluntário, com seus dados pessoais, e contato atualizados, bem como será realizada uma coleta de 10 ml de sangue (mesmo procedimento realizado nos laboratórios quando é feito o hemograma). Este material será utilizado para realizar o exame de HLA (exame que será utilizado para a análise da compatibilidade com o paciente) do doador e o resultado ficará armazenado no sistema do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), que é regulado pelo Inca”, explicou.
 

Ainda de acordo com a especialista, quando um novo paciente é cadastrado pelo hematologista responsável, o sistema do INCA realiza a busca, cruzando os dados dos voluntários deste paciente. Quando um provável doador é encontrado, o Redome entra em contato para que seja realizada uma avaliação médica, bem como se a pessoa está disposta a doar. A partir da confirmação de disponibilidade para doação, serão realizados alguns exames de sangue e programada a doação no Centro de Transplante mais próximo.
 

Doação de medula por aférese

A outra forma de doação de medula é pela aférese. Neste procedimento as células-tronco são retiradas pelo sangue periférico – procedimento parecido com a doação de plaquetas. O doador receberá uma medicação – fator de crescimento celular – que estimula a medula óssea a aumentar a produção de células-tronco hematopoeiticas na corrente sanguínea, local em que serão coletadas. A chance de um paciente que tem indicação de realizar transplante de medula óssea encontrar doador compatível fora da família é de 1 em 100.000.  



fevereiro 27, 2014 AnemiaNotícias0

Doença hematológica maligna, que afeta a medula óssea, o mieloma múltiplo atinge, em especial, pessoas idosas. Entre os fatores prováveis estão alterações genéticas e moleculares, que são mais comuns com o avanço da idade. Quando associados à anemia, problemas de colunas e osteoporose podem indicar o transtorno. Devido a isso, médicos e agentes da saúde de todo o Brasil alertam à população sobre a doença, no Dia Nacional do Idoso, comemorado no próximo dia 27.

 

De acordo com o hematologista Wesley Lemgruber, da Medquimheo, o aumento desordenado de células chamadas plasmócitos dentro da medula óssea é o que define esse problema. Dores ósseas, anemia, maior chance de fraturas e infecções, além de lesões nos rins, podem ocorrer. “Um dos locais mais afetados pela doença é a coluna vertebral. Como a dor nas costas é uma das queixas mais frequentes nos consultórios, e o índice de osteoporose está aumentando, torna-se necessário ter atenção aos pacientes com anemia associada, para descartar a possibilidade de mieloma múltiplo”, esclarece Lemgruber.

 

Diagnóstico

 

O diagnóstico é feito com a dosagem de proteínas no sangue e na urina – proteínas produzidas pelas células doentes, além de exames radiológicos e avaliação da medula óssea.

 

Tratamento

  

O tratamento baseia-se em drogas quimioterápicas orais e endovenosas e, no caso de pacientes mais jovens, na realização de transplante de medula óssea. “Além do tratamento direto da doença, é fundamental o controle da doença óssea com uso de medicações específicas e o controle adequado das infecções e orientações em relação ao uso de medicamentos, evitando complicações renais”, disse o hematologista.

 

Prevenção

 

Infelizmente, como na maioria dos tumores hematológicos, não há medidas preventivas conhecidas.