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linfomas


Profissionais da saúde promovem, no próximo dia 15, o Dia Mundial da Conscientização sobre Linfomas. O termo Linfoma se refere ao câncer que surge nos tecidos linfáticos, tais como os linfonodos, fígado, baço e medula óssea e pode atingir pessoas de qualquer idade.
O problema se inicia quando um linfócito – um tipo de glóbulo branco presente no sangue – se transforma de uma célula normal, em uma célula maligna. Essas células “doentes” podem se disseminar e provocar a formação de tumores em diversas partes do corpo. Existem dois tipos principais: o Linfoma de Hodking e Linfoma não Hodking. Uma das primeiras manifestações da doença é o aumento do volume dos gânglios linfáticos, principalmente, os do pescoço, axilas, virilha e tórax.

Sintomas

O surgimento de ínguas (sem motivos específicos), emagrecimento rápido, febre diária, principalmente, à tarde e à noite, coceira e sudorese noturna, são sinais de alerta. Falta de ar e tosse também podem acontecer.

Diagnóstico

O exame principal para confirmação do diagnóstico é a biópsia do linfonodo. É ela que confirma o tipo histológico do linfoma, ou seja, “qual o tipo de célula adoeceu”.
Exames de sangue e da medula óssea, radiografias, tomografias computadorizadas, e, mais recentemente, o PET-CT, um exame de imagem que mistura as técnicas de tomografia e cintilografia são essenciais para avaliar a extensão da doença.

Tratamento

Evelyne Monteiro Silva, hematologista da Medquimheo, explica que a escolha da melhor opção de tratamento depende do tipo histológico e da extensão (estágio) da doença. Radioterapia, Quimioterapia, Terapia Alvo e Transplante de Células Tronco Hematológicas (Transplante de Medula) são as principais opções, e podem ser utilizadas isoladamente ou em terapias combinadas.
O objetivo do Dia Mundial da Conscientização sobre Linfomas é alertar a população sobre os sintomas, para que procurem orientação médica ainda no estágio inicial da doença. De acordo com dados da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), o diagnóstico precoce aumenta a chance de cura em até 90%.



No dia 23 de novembro, comemora-se em todo o país o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil, instituído em abril de 2008. A Confederação Nacional de Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer (CONIACC) busca mobilizar a sociedade a promover o “Novembro Dourado”. O objetivo é criar ações de alerta para a importância do combate ao câncer em pessoas de 5 a 19 anos.

De acordo com o oncologista pediátrico da Medquimheo, Dr.Carlos Magno Bortolini, o câncer é a doença que mais mata crianças e adolescentes. “No Espírito Santo, profissionais ligados aos programas de tratamento do Câncer Infantojuvenil e à Associação Capixaba Contra o Câncer Infantil (Acacci), divulgam medidas que podem ajudar às famílias a ficarem atentas aos sinais e sintomas relativos da doença”, detalha.

Informações do Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Brasil, demonstram que a estimativa de novos casos de câncer infantojuvenil é de 4 mil a 19 mil, por ano. “Desse total, poucos são diagnosticados. Muitos são encaminhados aos centros de tratamento com a doença já em estágio avançado.  Um dos objetivos do movimento é estimular ações educativas e preventivas, tornando os sinais do transtorno conhecidos ao maior número de pessoas”, explica Bortolini.
 

Alertas

Levar as crianças e adolescentes regularmente ao pediatra, e observar qualquer mudança no comportamento ou corpo dos filhos, são medidas que têm uma importância muito elevada, quando o assunto é câncer. “A arma principal contra o tumor é o diagnóstico precoce. Os pais, médicos, agentes de saúde e até os professores podem ser aliados para reforçar medidas preventivas. O medo da doença e a falsa ideia de que o câncer não tem cura, terminam por retardar o tratamento”, reforça o oncologista.

As leucemias, câncer do sangue, são as formas mais comuns de câncer na população infantojuvenil, seguidas pelos tumores cerebrais e os linfomas, sendo que este último acomete os gânglios ou nódulos linfáticos, popularmente conhecidos como ínguas. “Os tumores renais e ósseos, neuroblastomas, tumores do fígado, retinoblastoma (acomete o globo ocular) e os de células germinativas (de ovários e testículos), vêm a seguir”, destaca.

 

Sintomas

Ainda de acordo com o oncologista, cada tumor apresenta sinais isolados. Leucemias Agudas, por exemplo, costumam gerar febre e dores. Sangramentos espontâneos de mucosas, palidez, manchas roxas ou equimoses pelo corpo, crescimento do fígado e do baço e de gânglios ou ínguas também são sintomas.  

Os tumores cerebrais podem provocar vômitos frequentes e inexplicados, acompanhados de cefaléia, alteração da visão, estrabismo súbito, perda do equilíbrio, convulsão, alteração do comportamento, fala arrastada e dificuldade para andar.

Os linfomas causam febre, palidez, sudorese noturna e emagrecimento. Ínguas de crescimento rápido e contínuo, sem relação com infecção, geralmente, indolores também são sinais de alerta. Elas podem causar dificuldade para respirar.

Tumores ósseos criam um aumento de volume em projeção de um osso (geralmente de membros como o quadril), com ou sem dor, sem relação com trauma local. Às vezes febre.

Retinoblastoma, ou “Tumor do olho”, gera um aumento do volume do olho, manchas esbranquiçadas na pupila, alteração da visão e dor.

 

Tratamento

O tratamento varia para cada tipo de tumor. Às vezes apenas a cirurgia pode ser resolutiva.  Em alguns casos, são necessárias a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia. Considerando todos os tipos de câncer na infância e adolescência, os índices globais e atuais de cura, chegam aos animadores índices de 70%.