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alimentação e câncer

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novembro 12, 2014 Campanhas0


Dados da Sociedade Brasileira de Diabetes indicam que a cada 5 segundos surgem novos casos da doença. Em 14 de novembro, Dia Mundial do Diabetes, médicos e outros profissionais da saúde reforçam a importância de sua prevenção e controle. Pessoas com histórico familiar devem ficar ainda mais atentas, buscando manter o peso normal, controlar a pressão arterial, evitar o consumo de tabaco e álcool e praticar atividades físicas regulares, que ajudam a evitar o transtorno.

A enfermidade é caracterizada por causar o aumento da quantidade de açúcar (glicose) no sangue, por falta total ou parcial de insulina, elemento indispensável para o organismo. Sua ausência faz com que a glicose fique acumulada e seja eliminada pela urina. Cansaço, perda de peso, visão turva, mudanças de humor repentinas, nervosismo, dificuldade de cicatrização em feridas e necessidade frequente de urinar são alguns dos sintomas.

Câncer e diabetes

Janine Rover de Melo, nutricionista da Medquimheo, alerta que pacientes diabéticos, que estão em tratamento contra o câncer, precisam ficar alertas ao que comem. Entre os desafios diários está o de ter uma alimentação saudável, sem aumentar a glicose.

“A redução de alimentos com alto teor de gordura saturada e o aumento da ingestão diária de frutas e vegetais é fundamental. Castanhas, amêndoas e nozes são sementes oleaginosas que possuem alto teor de fibras e magnésio. Esses são os tipos de alimentos que vale apostar. Aveia e batata yacon, que são ricas em fibras solúveis, diminuem a glicose e a insulina no sangue de forma bastante eficaz”, sugere.

Dificuldade para combater infecções

Os diabéticos costumam sofrer com problemas como baixa imunidade e, em alguns casos, os rins não atuam da maneira correta. Pacientes que já têm diabetes e são diagnosticados com câncer costumam ter uma dificuldade maior de se defenderem de possíveis infecções, tornando o tratamento um pouco mais complicado. Seguir à risca as recomendações dos médicos é o melhor caminho para o sucesso no tratamento.



obesidade-cancer-relacaoA obesidade é o mal do século. Doenças no coração, problemas respiratórios e diabetes são alguns dos resultados dos quilos a mais na balança. Dados do Instituto de Métrica e Avaliação para a Saúde (IHME) apontam que mais de 2,1 bilhões de pessoas no mundo são obesas – entre crianças e adultos. De acordo com especialistas da saúde, a grande preocupação é que o problema evolua ainda mais, e de forma desenfreada, à medida que as rendas dos países emergentes crescem.

Vale destacar que o sobrepeso pode ser considerado a partir de um índice de massa corporal maior ou igual a 25 e menor que 30. A obesidade, por sua vez, é caracterizada por um IMC maior ou igual a 30. Para se ter uma ideia, no Brasil, 52,5% dos homens com mais de 20 anos apresentam um desses fatores e, 58,4% das mulheres, da mesma faixa etária, também.

Estudos da Organização Mundial da Saúde demonstram que a obesidade estreita a relação com alguns tipos de câncer, tais como o de mama, cólon, esôfago, tireoide, rim e bexiga. De acordo com a oncologista Morgana Stelzer, da Medquimheo, entre as hipóteses que associam o peso ao surgimento do tumor, está a regulação hormonal, que é afetada negativamente pelas células gordurosas. “O aumento de peso torna-se um meio favorável para o desenvolvimento de tumores, porque as células, inclusive as cancerígenas, também crescem com muito mais facilidade quando há excesso de gordura”, explica.

Prevenção da doença está a um passo do que se põe ao prato

Uma alimentação regrada e livre de produtos processados e gordurosos é a chave para maior qualidade de vida. Manter o peso ideal só é possível com comprometimento e a partir de uma dieta rica em vegetais, grãos integrais, vitaminas, frutas e fibras. “É possível, sim, evitar o câncer com hábitos regulares e o cuidado correto com a saúde. Mas é preciso lembrar que o surgimento de qualquer tipo de tumor vai além do peso. Histórico familiar da doença, consumo de drogas, tabaco, álcool, dentre outros, são alguns fatores que também propiciam o desenvolvimento da doença”, esclarece.



O tratamento contra o câncer não precisa ser um fardo. Este é o conceito que a clínica capixaba Medquimheo deseja passar. A qualidade de vida pode ser mantida com algumas iniciativas que promovem bem-estar. Para que isso ocorra, a medicina está em constante evolução, apresentando novos métodos e medicamentos a cada ano. O uso da bomba infusora é um exemplo do que pode ser utilizado para amenizar possíveis desconfortos ao paciente que está em tratamento.
 

De acordo com a enfermeira Caroline Pope Lucas, a bomba de infusão é um mecanismo eficaz, além de ser portátil e descartável. Semelhante a um balão de bexiga, o produto carrega em seu interior o medicamento quimioterápico. “Esse material permite que o paciente faça a maior parte do protocolo em casa. Para o uso, é preciso a instalação de um cateter próprio, que fica no tórax. A aplicação da bomba é feita por um enfermeiro e, logo após, o usuário pode ir embora, sem a necessidade de internação. O tempo para o remédio ser inserido por completo no organismo dura, em média, 46 horas. Depois disso, é necessário que a pessoa volte ao ambulatório para retirar o item”, esclarece.
 

Atividades físicas e alimentação regrada
 

A importância de uma alimentação saudável e a prática de exercícios é evidente para qualquer indivíduo. Para quem está na batalha contra o câncer esses dois pontos devem ter uma atenção ainda maior. Evitar determinados tipos de alimentos, como os gordurosos ou com alto teor de sal, é uma das medidas mais indicadas. Além disso, optar por seguir uma dieta regrada, com a orientação de um nutricionista, também é uma alternativa na busca por mais qualidade de vida durante o tratamento.  
 

De acordo com a nutricionista Janine Rover de Mello, uma dieta saudável é vital para o sucesso do tratamento. Ela auxilia ao paciente deixando-o mais forte e bem disposto, ameniza a perda ou ganho de peso e mantém o sistema imune forte contra infecções.  “Pessoas que tem uma dieta balanceada lidam melhor com os efeitos colaterais da quimioterapia/radioterapia, tornando o tratamento mais eficaz e com uma melhor qualidade de vida”, comenta.