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Quimioterapia: 10 dúvidas comuns sobre o tratamento

novembro 28, 2018 0
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A quimioterapia é um dos principais tratamentos na luta contra o câncer. Mesmo assim, poucas pessoas conhecem, de fato, como ela funciona. Por isso, convidamos a Dra. Carolina Conopca, oncologista da Medquimheo para nos ajudar a esclarecer algumas dúvidas. Confira!

1- A quimioterapia é feita antes ou depois da cirurgia?

Depende do tipo de tumor, do órgão acometido e do estado da doença.

2- Quais efeitos a quimioterapia pode causar?

Náusea e vômito; queda de cabelos; leucopenia e neutropenia, que é a diminuição dos glóbulos brancos; septicemia (complicações em caso de infecções); plaquetopenia, que é a diminuição das plaquetas, ou seja, as células do sangue que iniciam a coagulação; anemia; infertilidade; toxicidade cardíaca, que é a diminuição da força do coração; mucosite (feridas na boca e garganta); toxicidade para o rim; e diarreia.

É importante lembrar que a intensidade e duração de cada efeito dependerão dos medicamentos utilizados e de suas doses.

3- Como age no organismo?

Sabemos que o câncer é formado por uma proliferação acelerada de células anormais. A quimioterapia convencional, que chamamos de citotóxica, age impedindo que as células se multipliquem.

Existem quimioterápicos que agem por meio de alvos-moleculares, impedindo vias de sinalização celular; alguns que impedem a formação de novos vasos sanguíneos (dessa forma o tumor fica sem alimento e oxigênio); e alguns tratamentos mais novos que “ensinam” o próprio sistema de defesa do paciente a combater o tumor.

4- Como é aplicada a quimioterapia?

A maioria das medicações são diluídas em um soro e aplicadas de forma endovenosa, ou seja, diretamente na veia. Ainda há quimioterápicos desenvolvidos em forma de comprimidos, em que o paciente toma em casa, mas sempre com um acompanhamento regular com oncologista.

5- Ela é feita de quanto em quanto tempo?

Os ciclos podem ser semanais, quinzenais, a cada três semanas e até mensais.

6- Qual diferença entre quimioterapia branca e vermelha?

Essa classificação de branca e vermelha foi amplamente difundida pelas pacientes que fazem tratamento para câncer de mama. A medicação Doxorrubicina deixa o soro com uma coloração avermelhada, fazendo com que algumas pessoas a chamem de “quimioterapia vermelha”. Já as demais fases do tratamento não têm essa coloração e são popularmente chamadas como “quimioterapia branca”.

7- Qual quimioterapia é mais forte?

Não há uma gradação de intensidade entre elas. Os efeitos colaterais variam entre os pacientes.

8- Quimioterapia dói?

A região em que foi aplicada a quimioterapia pode doer ou incomodar. Mas, no geral, a maioria das pessoas não se queixa de dor. Alguns pacientes podem sentir uma fraqueza no corpo (como se fosse uma fadiga de uma gripe forte). É importante frisar que, em caso de dor, o médico e enfermeiro responsáveis devem ser informados.

9- Porque quimioterapia causa enjoo?

A quimioterapia impede a proliferação e renovação celular. Sabemos que o trato gastrointestinal é um dos locais onde há uma grande multiplicação celular. Dessa forma, além de agir nas células do câncer propriamente ditas, a quimioterapia também age nas células do estômago e intestino, deixando esses órgãos mais frágeis e os pacientes mais propícios às náuseas e vômitos.

Outro mecanismo é que a quimioterapia aumenta a liberação de um hormônio chamado de serotonina no tubo gastrintestinal, cujos receptores quando ativados enviam mensagens estimulantes ao centro do vômito no bulbo (região do cérebro).

Há ainda os vômitos antecipatórios. A náusea decorrente da quimioterapia é – ao longo das sessões – associada a recordações do tratamento quimioterápico, como sons específicos, cheiros ou gostos, e até mesmo ao visualizar um programa de televisão que passa no horário da quimioterapia. Esses estímulos acabam desencadeando os sintomas da náusea, mesmo sem o estímulo “quimiotóxico”.

10- Quimioterapia engorda?

Ganhar e perder peso também varia de acordo com o paciente. A maior parte dos tratamentos usam corticoide antes da quimioterapia, a fim de evitar enjoos e alergias. O corticoide pode levar ao ganho de peso e aumento do apetite.

Por outro lado, o paladar e o apetite são afetados pelos demais quimioterápicos, além de muitos pacientes apresentarem náusea. De forma geral, a quimioterapia em si não é responsável por ganho ou perda de peso.


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