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Hepatites virais ainda matam muitas pessoas no mundo

julho 28, 2016 0
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Em 28 de julho é comemorado o Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais e a data é uma ótima oportunidade para falarmos da doença que está entre as que mais matam pessoas no mundo.

De acordo com um estudo publicado na The Lancet, uma das revistas médicas mais conceituadas do mundo, as hepatites virais estão entre as principais causas de morte, sequelas na saúde e diminuição de anos de vida útil das pessoas em todo o mundo.

Entre 1990 e 2013, houve um aumento de aproximadamente 63% no número de óbitos por hepatites virais no mundo e, atualmente, a doença mata mais pessoas do que a tuberculose, o HIV e a malária.

Entenda a doença

A hepatite viral é uma infecção que ataca o fígado e pode ser causada por vírus. No Brasil, as mais comuns são causadas pelos vírus A, B, C e D.

Hepatite A

É transmitida pela ingestão de água ou alimentos contaminados, ou de uma pessoa para a outra, e é a mais conhecida entre as hepatites.

Hepatite B

É considerada um Doença Sexualmente Transmissível (DST), pois seu contágio ocorre pelo contato sexual, sangue ou secreções. De acordo com nosso mastologista, Dr. Cleverson Gomes Jr., embora não haja um tratamento específico para a hepatite B, 90% dos adultos recém-infectados pela doença se curam.

Hepatite C

Sua forma de contágio mais comum é o contato com o vírus em procedimentos que envolvem sangue, sem os devidos cuidados de esterilização, como uso de drogas injetáveis, colocação de piercings ou tatuagens, entre outros.

Geralmente não apresenta sintomas nas fases iniciais, dificultando sua descoberta. Dos infectados, apenas 20% se curam. Os 80% restantes, em geral, evoluem para quadros crônicos, cirrose ou câncer de fígado, como explica Dra. Layla Torres, nossa oncologista.

Hepatite D
Seu vírus só atua em combinação com o vírus da hepatite B. O vírus D pode ser adquirido junto com o B, causando uma infecção simultânea, ou pode contaminar um indivíduo que já seja portador do vírus B.

Diagnóstico

Para confirmar uma hepatite viral é necessário realizar testes bioquímicos que vão identificar o aumento significativo das enzimas do fígado. Pacientes que estão com hepatite há mais de seis meses também precisam realizar testes sorológicos e a biópsia do fígado, para observar o nível de comprometimento do órgão.

Tratamento das hepatites virais

A hepatite A não têm tratamento específico e, geralmente, os pacientes se recuperam sozinhos. Para casos mais graves com as hepatites B e C, são usados medicamentos antivirais para combater o vírus e, nos casos mais avançados, o transplante de fígado pode ser necessário.

Prevenção

A melhor forma de combater as hepatites virais é se prevenir. Além de tomar as vacinas, é fundamental manter a higiene, lavando as mãos sempre que for ao banheiro, bem como os alimentos, além de manter relações sexuais seguras e não utilizar equipamentos sem esterilização adequada.


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