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Hepatites virais estão entre as doenças que mais matam

julho 25, 2017 0
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Em 28 de julho é comemorado o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, data que busca esclarecer sobre a importância da conscientização. Vamos entender sobre a doença?

De acordo com um estudo publicado na The Lancet, uma das revistas médicas mais conceituadas do mundo, as hepatites virais estão entre as principais causas de morte, comprometimento, sequelas na saúde e diminuição de anos de vida útil das pessoas em todo o mundo.

A estimativa da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) é de que no país há entre 1,5 milhão e 2 milhões de pessoas com hepatite, mas só cerca de 300 mil sabem que têm a doença.

O que é hepatite?

A hepatite A é transmitida pela ingestão de água ou alimentos contaminados, ou de uma pessoa para a outra, e é a mais conhecida entre as hepatites. Sua detecção é realizada pelo exame de sangue e não há tratamento específico, sendo o mais comum o paciente reagir sozinho contra o vírus.

Já a hepatite B é considerada uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), pois seu contágio ocorre pelo contato sexual, sangue ou secreções. De acordo com nosso mastologista aqui da Medquimheo, Cleverson Gomes do Carmo Jr., embora não haja um tratamento específico para a hepatite B, 90% dos adultos recém-infectados convivem com a doença sem que ela traga maiores prejuízos para a qualidade de vida.

Infecção em crianças

Caso a infecção ocorra em crianças, especialmente recém-nascidos, a relação é inversa e 90% podem adquirir a forma crônica da doença. A vacina é uma forma eficaz de prevenção, cuja primeira dose é administrada nos primeiros dias de vida do bebê. Adolescentes e adultos não vacinados, especialmente gestantes, também podem receber a dose.

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Contágio em procedimentos

Dr. Cleverson ainda explica que a hepatite C também pode ser transmitida por relações sexuais desprotegidas, mas esta não é a forma mais comum de contágio.  “O mais comum é o contato com o vírus em procedimentos que envolvem sangue, sem os devidos cuidados de esterilização, como uso de drogas injetáveis, acupuntura, colocação de piercings ou tatuagens, em precárias condições de higiene ou até mesmo por instrumentos de manicures ou barbeiros que não foram devidamente esterilizados”, comenta.

Combinação de vírus

Quando se trata da hepatite D, o vírus só atua em combinação com o vírus da hepatite B. O vírus D pode ser adquirido junto com o B, causando uma infecção simultânea. Se não tratada, a hepatite B pode provocar problemas como cirrose, insuficiência hepática e até o câncer de fígado.

Prevenção e tratamento

Além de tomar as vacinas, é fundamental manter a higiene, lavando as mãos sempre que for ao banheiro, bem como os alimentos, além de manter relações sexuais seguras e não utilizar equipamentos sem esterilização adequada.

A hepatite A não tem tratamento específico, e geralmente os pacientes se recuperam sozinhos. Para casos mais graves com as hepatites B e C, são usados medicamentos antivirais para combater o vírus e, nos casos mais avançados, o transplante de fígado pode ser necessário.


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