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Primeiros sinais da hemofilia podem aparecer na infância

junho 6, 2014 0

hemofilia-pode-surgir-infanciaTranstorno do sangue caracterizado por uma desordem no mecanismo de coagulação, a hemofilia não é tão conhecida entre a população em geral. Acomete geralmente pessoas do sexo masculino e, em torno de 70% dos casos, existe história da doença na família. Os primeiros sintomas aparecem normalmente entre o 1º e 2º ano de vida, nos casos onde o nível do fator deficiente é muito baixo.  Existem dois tipos caracterizados pelos especialistas: a hemofilia A e a hemofilia B. Um ocorre por deficiência do fator VIII de coagulação, já a outro por deficiência do fator IX – que são proteínas que atuam na coagulação do sangue – sua falta acarreta hemorragias.

O hemofílico, por não ter a  quantidade do fator VIII (hemofilia A) ou fator IX (hemofilia B) suficiente tem o processo de coagulação alterado, com dificuldade na formação do coágulo e, consequentemente, de parar os sangramentos. Hematologistas recomendam que os pais recorram ao médico, caso os filhos apresentem sangramentos fora do habitual.

Manchas escuras que aparecem na criança, ainda bebê, podem ser sinais de alerta. “Indivíduos com hemofilia costumam ter hemorragias espontâneas nas articulações e músculos, sendo que os joelhos, tornozelos, cotovelos, ombros e o quadril são os mais atingidos. Sangramentos nesses locais são conhecidos como hemartroses. O paciente pode apresentar manchas roxas na pele após pequenos traumas, principalmente quando está começando a andar e sangramentos exagerados em pequenos cortes, como ruptura do freio lingual e labial, comum em crianças pequenas, após trauma na boca”, informa a hematologista Alessandra Nunes Prezotti, da Medquimheo.

Sobre o diagnóstico

O diagnóstico é realizado através da história de sangramento do paciente, história familiar de hemofilia e por um exame de sangue que mede a dosagem dos níveis dos fatores VIII e IX de coagulação sanguínea.

É possível ter uma vida normal

De acordo com Alessandra Prezotti, hematologista da Medquimheo, o acompanhamento da hemofilia é fundamental.  No Brasil, hoje, o tratamento é igual aos dos países desenvolvidos e o governo disponibiliza o fator que será utilizado, de acordo com cada caso, sendo utilizado preventivamente nos pacientes que apresentam deficiência grave do fator, para evitar o surgimento dos sangramentos. A fisioterapia é uma importante aliada para reforçar a musculatura e evitar sangramentos articulares e musculares.

“Com o tratamento correto, o hemofílico consegue ter uma vida normal. Atividades físicas que fortaleçam a musculatura são recomendadas, mas é necessário avaliar com o médico quais os exercícios indicados. Quando tratados rapidamente, os episódios de hemorragias deixam menos sequelas”, disse a médica”.

 


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