Síndrome mielodisplásica

fevereiro 16, 2017

O conceito de síndrome mielodisplásica é muito extenso e, por isso, é necessário primeiro entender como funciona a medula óssea. O órgão é responsável pela fabricação dos componentes do sangue, como glóbulos vermelhosglóbulos brancos e plaquetas.

Quando o organismo está funcionando normalmente, as células nascem, se diferenciam, amadurecem e depois são lançadas na corrente sanguínea. No entanto, se aparecem problemas na produção e no amadurecimento delas, pode ocorrer o que se chama de síndrome mielodisplásica. A doença é causada, geralmente, por defeitos adquiridos na célula-tronco hematológica (célula-mãe dos glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas).

O termo síndrome mielodisplásica se refere a uma série de alterações que variam de citopenias (anemia, leucopenia e plaquetopenia), isoladas ou combinadas, até alterações mais graves do amadurecimento das células, que podem evoluir para leucemia.

A síndrome mielodisplásica pode ser primária, quando não é sabido o motivo para as modificações nas células da medula; e secundária, quando o paciente foi submetido a agressões químicas ou físicas, que são tóxicas para a célula-tronco hematológica. Entre os agentes agressores estão: medicamentos (analgésicos e anti-inflamatórios), agrotóxicos, inseticidas, quimioterapia e exposição à radiação ionizante. Para o tratamento da síndrome mielodisplásica é recomendado um tratamento com o médico onco-hematologista.