Anemia falciforme

novembro 16, 2016

A anemia falciforme é uma doença genética e hereditária em que há uma alteração das hemácias, ou glóbulos vermelhos, que perdem seu formato arredondado e ficam parecidas com uma foice, o que explica o nome falciforme.

A anemia falciforme surge quando uma pessoa recebe o gene alterado tanto do pai quanto da mãe. Quando a transmissão ocorre por apenas um dos pais, o filho terá o traço falciforme, que poderá passar para seus descendentes, mas a doença não se manifesta.

A condição é mais comum em indivíduos da raça negra, mas pode acometer pessoas de qualquer cor. O diagnóstico pode ser obtido já na primeira semana de vida, através do exame conhecido como teste do pezinho, que detecta a presença da hemoglobina S, responsável pela alteração das hemácias.

Detectada a anemia falciforme, é preciso iniciar acompanhamento médico imediato, que deve seguir por toda a vida do paciente, uma vez que a única possibilidade de cura para o problema é o transplante de medula óssea, mas o procedimento ainda está em fase de implantação no Brasil, uma vez que há muitos riscos.

Entre os principais sintomas da anemia falciforme estão anemia, dor nos ossos e articulações, icterícia, que provoca uma coloração amarelada na pele e nos olhos, úlceras nos tornozelos, e infecções recorrentes, pois o sistema imunológico fica debilitado. Além disso, principalmente em crianças, é normal ocorrer inchaço nas mãos e nos pés. Alguns pacientes podem apresentar complicações severas com risco de vida, como acidente vascular cerebral, sequestro esplênico e síndrome torácica aguda.

Para manter a anemia falciforme sob controle, são usados medicamentos e, em alguns casos, transfusão de sangue, além de acompanhamento médico constante. O transplante de medula óssea pode ser uma alternativa terapêutica visando a cura. Mas, como se trata de um procedimento de alto risco, sua indicação deve ser avaliada com muita ponderação.