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Dezembro Laranja: alerta aos cuidados com a pele!

dezembro 6, 2018 0
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O Dezembro Laranja é o mês de conscientização sobre os perigos e a necessidade do combate e prevenção do câncer de pele. Diretamente ligado ao sol, esse tipo de tumor é o mais incidente entre os brasileiros. Só no Espírito Santo, estimativas apontam que, até o fim de 2018, mais de 1700 casos de câncer de pele devem ser registrados. Por isso, convidamos a Dra. Carolina Conopca, oncologista da Medquimheo, para esclarecer algumas dúvidas. Confira!

O que causa o câncer de pele? Como prevenir?

O câncer de pele, como as demais formas de câncer, é formado por uma mutação genética no DNA que promove a proliferação de células modificadas, com potencial de se disseminar pelo organismo, crescer e multiplicar-se de forma desenfreada. A melhor forma de proteção é evitar a exposição excessiva ao sol.

É perigoso ficar exposto ao sol? Por que é tão ruim para a pele?

Sim, a exposição aos raios UV é a principal forma de agressão à pele. Ela promove as mutações causadoras do câncer de pele.

Quais são os tipos de câncer de pele?

Existem diversos tipos de câncer de pele, isso depende da célula precursora do câncer. Os tipos mais comuns são o Carcinoma Espinocelular (proveniente das células escamosas), Carcinoma Basocelular (provenientes de células basais, as mais profundas da pele) ambos são descritos como câncer de pele não-melanoma.

Já o melanoma é um câncer que se forma a partir das células chamadas melanócitos, que são responsáveis pela pigmentação da pele. O melanoma é menos comum, porém extremamente agressivo, com alto potencial de gerar metástases para outros órgãos.

O câncer de pele tem uma relação genética?

Sim, existem fatores genéticos hereditários, principalmente ligados ao melanoma. Bem como fatores de risco em relação ao tipo de pele do indivíduo. Pessoas com pele branca, olhos claros, cabelos ruivos e loiros tem maior chance de desenvolver o câncer de pele.

Quais são os fatores de risco?

Tanto a exposição ao Sol acumulada ao longo da vida quanto os episódios ocasionais de exposição intensa (que, em geral, provocam queimaduras) contribuem para provocar o câncer de pele. Os tumores surgem com maior frequência nas áreas expostas do corpo, especialmente na face, nas orelhas, no pescoço, no couro cabeludo, nos ombros e no dorso.

Em alguns casos, a exposição à radiação, a existência de lesões abertas que não cicatrizam, o contato com arsênico, a existência de doenças de pele inflamatórias crônicas, bem como complicações decorrentes de cicatrizes, queimaduras, infecções, vacinas e até mesmo de tatuagens são outros fatores que contribuem para o desenvolvimento da doença.

As pessoas que têm maior risco são aquelas de pele branca, cabelo loiro ou ruivo e olhos azuis, verdes ou acinzentados. Os homens apresentam um número maior de casos do que as mulheres, mas hoje existe uma quantidade maior de mulheres com a doença do que no passado. Trabalhadores cuja ocupação exige longos períodos ao ar livre e pessoas que desfrutam os seus momentos de lazer sob o Sol são particularmente susceptíveis à doença.

Como é feito o tratamento? Quando é indicada a cirurgia?

O tratamento é essencialmente cirúrgico nos tipos de câncer de pele não melanoma. No caso do melanoma, muitas vezes além de cirurgia pode ser necessária a quimioterapia, a depender do estágio em que se encontra a doença. Na grande maioria dos casos, a cirurgia é o tratamento de escolha.


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