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Quimioterapia

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É normal recorrermos aos chás fitoterápicos quando estamos com alguma dor, já que são métodos naturais de tratamento. Contudo, os pacientes oncológicos, principalmente, aqueles em quimioterapia, precisam tomar cuidado com eles, pois podem agravar seus quadros. No post de hoje, vamos explicar o que são esses chás e de que forma são prejudiciais para quem tem câncer. Continue lendo e descubra!

O que são fitoterápicos?

Medicamentos produzidos a partir de partes de plantas, como por exemplo folha, caule, raiz e semente e que têm sua eficácia assegurada no tratamento de determinadas doenças são considerados fitoterápicos. Antes de serem comercializados, estes passam por testes de qualidade e são registrados pelo órgão federal de vigilância sanitária (ANVISA).

Alerta para pacientes quimioterápicos!

Não é incomum os pacientes oncológicos serem bombardeados com informações, vindas da internet, de familiares, conhecidos e até mesmo de vendedores ambulantes, sobre plantas que ajudam no tratamento do câncer ou no controle dos efeitos colaterais da quimioterapia. Em razão disso, acabam iniciando o uso dessas substâncias sem o consentimento da equipe de oncologia.  

Muitas plantas utilizadas não têm nem a avaliação da ANVISA. E de forma equivocada, pensa-se que remédios à base de plantas não oferecem riscos por serem “naturais”, mas não é bem assim! A nutricionista oncológica da Medquimheo alerta que é preciso cautela, especialmente durante o tratamento da quimioterapia.  

“As interações entre a quimioterapia e o fitoterápico podem acontecer desde a absorção no intestino, transporte pelo sangue, processamento pelo fígado e rins até a entrada da substância na célula tumoral. Como resultado pode ocorrer uma exacerbação dos efeitos da quimio. Isso ao primeiro olhar parece até interessante, mas não se engane, a dose da medicação já é planejada de forma que seja efetiva e gere o mínimo de efeitos colaterais possíveis. Essa potencialização, provavelmente, só aumentará os efeitos colaterais e tornará o tratamento mais difícil. Além disso, uma outra possibilidade é a redução dos efeitos da quimioterapia, podendo comprometer o tratamento”, explica a especialista.  

6 exemplos de plantas perigosas durante a quimioterapia:

As plantas são compostas por diversas substâncias, e algumas podem ter efeitos colaterais perigosos, vejamos alguns exemplos:

  1. Noni: o consumo elevado pode causar hepatoxicidade e nefrotoxicidade, ou seja, danos ao fígado e rins, órgãos que comumente estão sobrecarregados durante o tratamento
  2. Babosa: pode causar dores abdominais, diarreia, hepatite aguda e nefrite. Além disso, pode interagir com diversos medicamentos antineoplásicos (utilizados para evitar ou inibir o crescimento e a disseminação de tumores).
  3. Folha de graviola: há relatos de danos renais.
  4. Cogumelo do sol: assim como o Noni também pode causar danos ao fígado.
  5. Cimicifuga: em grandes quantidades pode gerar náuseas.
  6. Chá verde: em grandes quantidades pode gerar danos ao fígado. Parece interagir com diversos medicamentos antineoplásicos.

São várias as formas que os compostos naturais podem interferir no tratamento quimioterápico e pouco se sabe sobre os possíveis efeitos reais dessas substâncias. Por isso, é de extrema importância conversar com o nutricionista e o médico antes de começar a usá-los.  A Medquimheo se preocupa com você e produz conteúdos no blog para te manter bem informado. Continue sempre acompanhando!

Fonte: Naira Fraga – nutricionista – CRN4: 15101252


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A quimioterapia é um dos principais tratamentos na luta contra o câncer. Mesmo assim, poucas pessoas conhecem, de fato, como ela funciona. Por isso, convidamos a Dra. Carolina Conopca, oncologista da Medquimheo para nos ajudar a esclarecer algumas dúvidas. Confira!

1- A quimioterapia é feita antes ou depois da cirurgia?

Depende do tipo de tumor, do órgão acometido e do estado da doença.

2- Quais efeitos a quimioterapia pode causar?

Náusea e vômito; queda de cabelos; leucopenia e neutropenia, que é a diminuição dos glóbulos brancos; septicemia (complicações em caso de infecções); plaquetopenia, que é a diminuição das plaquetas, ou seja, as células do sangue que iniciam a coagulação; anemia; infertilidade; toxicidade cardíaca, que é a diminuição da força do coração; mucosite (feridas na boca e garganta); toxicidade para o rim; e diarreia.

É importante lembrar que a intensidade e duração de cada efeito dependerão dos medicamentos utilizados e de suas doses.

3- Como age no organismo?

Sabemos que o câncer é formado por uma proliferação acelerada de células anormais. A quimioterapia convencional, que chamamos de citotóxica, age impedindo que as células se multipliquem.

Existem quimioterápicos que agem por meio de alvos-moleculares, impedindo vias de sinalização celular; alguns que impedem a formação de novos vasos sanguíneos (dessa forma o tumor fica sem alimento e oxigênio); e alguns tratamentos mais novos que “ensinam” o próprio sistema de defesa do paciente a combater o tumor.

4- Como é aplicada a quimioterapia?

A maioria das medicações são diluídas em um soro e aplicadas de forma endovenosa, ou seja, diretamente na veia. Ainda há quimioterápicos desenvolvidos em forma de comprimidos, em que o paciente toma em casa, mas sempre com um acompanhamento regular com oncologista.

5- Ela é feita de quanto em quanto tempo?

Os ciclos podem ser semanais, quinzenais, a cada três semanas e até mensais.

6- Qual diferença entre quimioterapia branca e vermelha?

Essa classificação de branca e vermelha foi amplamente difundida pelas pacientes que fazem tratamento para câncer de mama. A medicação Doxorrubicina deixa o soro com uma coloração avermelhada, fazendo com que algumas pessoas a chamem de “quimioterapia vermelha”. Já as demais fases do tratamento não têm essa coloração e são popularmente chamadas como “quimioterapia branca”.

7- Qual quimioterapia é mais forte?

Não há uma gradação de intensidade entre elas. Os efeitos colaterais variam entre os pacientes.

8- Quimioterapia dói?

A região em que foi aplicada a quimioterapia pode doer ou incomodar. Mas, no geral, a maioria das pessoas não se queixa de dor. Alguns pacientes podem sentir uma fraqueza no corpo (como se fosse uma fadiga de uma gripe forte). É importante frisar que, em caso de dor, o médico e enfermeiro responsáveis devem ser informados.

9- Porque quimioterapia causa enjoo?

A quimioterapia impede a proliferação e renovação celular. Sabemos que o trato gastrointestinal é um dos locais onde há uma grande multiplicação celular. Dessa forma, além de agir nas células do câncer propriamente ditas, a quimioterapia também age nas células do estômago e intestino, deixando esses órgãos mais frágeis e os pacientes mais propícios às náuseas e vômitos.

Outro mecanismo é que a quimioterapia aumenta a liberação de um hormônio chamado de serotonina no tubo gastrintestinal, cujos receptores quando ativados enviam mensagens estimulantes ao centro do vômito no bulbo (região do cérebro).

Há ainda os vômitos antecipatórios. A náusea decorrente da quimioterapia é – ao longo das sessões – associada a recordações do tratamento quimioterápico, como sons específicos, cheiros ou gostos, e até mesmo ao visualizar um programa de televisão que passa no horário da quimioterapia. Esses estímulos acabam desencadeando os sintomas da náusea, mesmo sem o estímulo “quimiotóxico”.

10- Quimioterapia engorda?

Ganhar e perder peso também varia de acordo com o paciente. A maior parte dos tratamentos usam corticoide antes da quimioterapia, a fim de evitar enjoos e alergias. O corticoide pode levar ao ganho de peso e aumento do apetite.

Por outro lado, o paladar e o apetite são afetados pelos demais quimioterápicos, além de muitos pacientes apresentarem náusea. De forma geral, a quimioterapia em si não é responsável por ganho ou perda de peso.


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A apneia do sono pode gerar muitas complicações na vida de uma pessoa. Se essa passa por tratamento de câncer é preciso ainda mais cuidados para que a obstrução das vias aéreas nasais não prejudique.

Pacientes oncológicos precisam ter um cuidado especial com a saúde do sono também. Uma boa noite de descanso pode garantir mais energia para o dia a dia e prevenir irritabilidade, depressão e indisposição. Confira neste material mais informações e como tratar esse distúrbio do sono.

O que é apneia do sono?

A apneia do sono ocorre quando os músculos da garganta relaxam durante o sono obstruindo a passagem do ar, impedindo a respiração. Isso envia uma mensagem de perigo ao cérebro, que desperta por alguns segundos, retomando a respiração.

Esse tipo de distúrbio é comum em pacientes em tratamento de câncer, como afirma Dra. Carolina Conopca, oncologista da Medquimheo: “A apneia do sono está principalmente relacionada à obesidade, sexo masculino e envelhecimento. Esses mesmos fatores de risco também são comuns ao desenvolvimento de alguns cânceres”.

Para entender mais sobre os riscos dessa patologia, a Dra. Carolina explica “os pacientes desenvolvem sintomas como hipersonolência diurna, falta de atenção, depressão e sensação de perda da capacidade de organização, tudo isso atrapalha o bem-estar físico e psicológico”.

Como tratar esse distúrbio do sono?

Para fazer o tratamento correto da apneia do sono, Dra. Carolina recomenda atenção especial à dieta e ao consumo de bebidas alcoólicas, além de procurar um médico especialista em medicina do sono, que poderá indicar o exame de Polissonografia.

CPAP para apneia do sono

Este exame, caso positivo para apneia do sono, pode indicar o uso do CPAP, “aparelho que administra uma pressão positiva de ar, que destina-se a manter as vias aéreas superiores desobstruídas durante o sono e, consequentemente, a evitar o colapso faríngeo” esclarece a Doutora.

Para descobrir outras causas e a identificação da apneia do sono, clique aqui e saiba mais sobre este tema.

Fique de olho em nosso Blog! Sempre temos uma novidade sobre saúde e bem-estar para você!

Fonte: Dra. Carolina Conopca CRM: ES 11.130


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Quando se ouve falar em crioterapia, ela geralmente está relacionada a procedimentos estéticos para “perda de gordura”, não é mesmo? Mas você sabia que a técnica também pode ser utilizada nos cabelos, para evitar a queda dos fios em decorrência da quimioterapia? A oncologista da Medquimheo, Dr. Carolina Conopca conta um pouco mais neste post. Continue lendo!

O diagnóstico de câncer representa uma mudança muito grande na rotina. Além de lidar com a doença, os pacientes também enfrentam os efeitos colaterais, como náuseas, desconfortos, entre outros. A queda de cabelo também é uma das principais consequências da quimioterapia. No caso das mulheres, é comum que a autoestima seja afetada por isso.

A queda dos fios acontece porque a quimioterapia atua tanto nas células cancerígenas quanto nas saudáveis, atingindo inclusive os folículos pilosos, responsáveis pela produção dos cabelos, fazendo com que caiam.

A crioterapia previne a queda?

Segundo Dra. Carolina, em parte, previne a queda, sim! Ela explica que a crioterapia capilar “consiste em um sistema de resfriamento do couro cabeludo por meio de ar refrigerado conduzido por uma touca térmica, que a paciente usa durante as sessões do tratamento”.

De acordo com a médica, essa prática antes, durante e depois da quimioterapia reduz o fluxo sanguíneo nos folículos pilosos, preservando-os. Ainda assim, ela alerta que mesmo com a utilização da touca de resfriamento, é esperada a queda moderada dos fios, entre 30 e 50%.

Melhora da autoconfiança

É importante deixar claro que a crioterapia capilar não apresenta benefícios ou prejuízos quanto à eficácia da quimioterapia no tratamento do câncer. Mas, como conta a médica da Medquimheo: “Os ganhos estão no fato da técnica promover uma melhora na autoconfiança”.

Nossa psicóloga Gabriela Simmer também contribuiu com sua opinião, aqui para o Blog: “Muitas pessoas relacionam a autoestima somente a uma questão estética, mas vai muito além”, conta. De acordo com a profissional, quando a paciente está bem consigo, ela se sente mais forte e, portanto, mais preparada para enfrentar a quimioterapia.

Aqui na Medquimheo, nossa equipe está preparada para dar toda a assistência necessária durante o tratamento.

Caso tenha ficado com alguma dúvida, conte para nós nos comentários!