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Oncologia Clínica


obesidade-cancer-relacaoA obesidade é o mal do século. Doenças no coração, problemas respiratórios e diabetes são alguns dos resultados dos quilos a mais na balança. Dados do Instituto de Métrica e Avaliação para a Saúde (IHME) apontam que mais de 2,1 bilhões de pessoas no mundo são obesas – entre crianças e adultos. De acordo com especialistas da saúde, a grande preocupação é que o problema evolua ainda mais, e de forma desenfreada, à medida que as rendas dos países emergentes crescem.

Vale destacar que o sobrepeso pode ser considerado a partir de um índice de massa corporal maior ou igual a 25 e menor que 30. A obesidade, por sua vez, é caracterizada por um IMC maior ou igual a 30. Para se ter uma ideia, no Brasil, 52,5% dos homens com mais de 20 anos apresentam um desses fatores e, 58,4% das mulheres, da mesma faixa etária, também.

Estudos da Organização Mundial da Saúde demonstram que a obesidade estreita a relação com alguns tipos de câncer, tais como o de mama, cólon, esôfago, tireoide, rim e bexiga. De acordo com a oncologista Morgana Stelzer, da Medquimheo, entre as hipóteses que associam o peso ao surgimento do tumor, está a regulação hormonal, que é afetada negativamente pelas células gordurosas. “O aumento de peso torna-se um meio favorável para o desenvolvimento de tumores, porque as células, inclusive as cancerígenas, também crescem com muito mais facilidade quando há excesso de gordura”, explica.

Prevenção da doença está a um passo do que se põe ao prato

Uma alimentação regrada e livre de produtos processados e gordurosos é a chave para maior qualidade de vida. Manter o peso ideal só é possível com comprometimento e a partir de uma dieta rica em vegetais, grãos integrais, vitaminas, frutas e fibras. “É possível, sim, evitar o câncer com hábitos regulares e o cuidado correto com a saúde. Mas é preciso lembrar que o surgimento de qualquer tipo de tumor vai além do peso. Histórico familiar da doença, consumo de drogas, tabaco, álcool, dentre outros, são alguns fatores que também propiciam o desenvolvimento da doença”, esclarece.



teste-olhinho-pode-detectar-cancerO tradicional teste do olhinho pode detectar várias doenças. Um dos males que pode descobrir, ainda em na fase inicial, é o retinoblastoma, um tipo de câncer que afeta a retina. Em filhos de pessoas que tiveram o transtorno a incidência do problema costuma ser maior.

Um dos principais sinais é a leucocoria. A manifestação é dada por meio de uma mancha branca. O aumento do globo ocular e a até a perda da visão também podem ser consequências. De acordo com a oncologista pediátrica da Medquimheo, Magdalena Frechiani, os pais devem procurar a realização do exame do olhinho logo após o nascimento da criança. “O teste é um aliado no diagnóstico precoce”, explica.

Sobre o câncer infantil

Conjunto de várias doenças que tem em comum a proliferação de células anormais, o câncer infantil, até alguns anos era considerado um problema raro. De acordo com dados do Inca, essa realidade mudou. A estimativa de novos casos, somente em 2012, foi de 11.530, entre crianças e adolescentes.

Em sua fase inicial, não há sintomas evidentes, o que dificulta o diagnóstico precoce, que pode aumentar as chances de cura. Grande parte das pessoas desconhece os principais sinais. Há casos em que os pais acabam confundindo as manifestações do transtorno com doenças comuns da infância.

Tratamento

O progresso do tratamento do câncer infantil, na maioria dos casos, é excelente. Pesquisas demonstram que 90% dos casos têm chances de cura, quando os tumores são descobertos nas fases iniciais. A observação dos pais é fundamental para este sucesso.

Para um tratamento adequado, o diagnóstico correto é indispensável. Deve ser feito em centros especializados. Podem compreender até três modalidades, dependendo da necessidade – a quimioterapia, cirurgia e radioterapia são as principais.



dia-enfermeiroA enfermagem é uma profissão tradicional e que atrai mais adeptos a cada dia. Estima-se que é recente em relação a outros ramos da saúde, como o da medicina. Registros apontam que começou a crescer em meados do século XIX. Em 12 de maio, comemora-se o Dia Mundial do Enfermeiro. A data entrou para o calendário oficial da saúde em 1965 e foi escolhida por ser o dia do nascimento de Florence Nightingale, enfermeira inglesa que fez história em cenários de guerra.

O fato de a carreira proporcionar o zelo com outras vidas foi um dos quesitos que fez com que a enfermeira Caroline Pope Lucas, da Medquimheo, escolhesse seguir essa trajetória. Ela que atua na área há oito anos, explica que encontra desafios diários e um dos principais é a questão da valorização. “Nós, enfermeiros, estamos diretamente ligados ao paciente e lidar com pessoas é um desafio diário. É necessário manter o emocional sob controle”, comenta.

Mas nem sempre é possível ficar neutro com todos os casos que aparecem. De acordo com Caroline, há situações em que é difícil segurar a emoção, principalmente, quando existe alguma criança envolvida. “O tratamento de alguns pequenos mexe com o emocional. Tenho filhos e sempre me coloco no lugar das outras mães, quando há algo grave”, disse Caroline.

 

Profissão independente

Ainda de acordo com Caroline, a evolução do mercado de enfermagem é notória. “Não somos vistos mais como as sombras dos médicos. Temos nossa independência e há situações em que a palavra final é a nossa, porque acompanhamos determinadas fases do tratamento do paciente em que outros especialistas não dominam. Sobre o crescimento na profissão, vai depender de cada um. É preciso estar disposto doar tempo, atenção, carinho e, acima de tudo, respeito ao outro. É um ciclo em que a palavra cuidado deve ser o lema diário”, pontua.

Experiências de vida

A especialização é extremamente necessária, já que o tratamento de cada patologia é diferenciado e, por isso, é de suma importância dominar as técnicas e cuidados específicos para cada tipo de paciente. “Decidi me especializar em oncologia e, após começar a lidar com pacientes em tratamento contra o câncer, passei a valorizar ainda mais a minha vida. Aprendi a me importar menos com pequenas coisas e a olhar mais para as necessidades dos outros”, afirma.

 

 



dia-farmaceutico

Profissionais que têm tradição milenar, os farmacêuticos comemoram na segunda-feira, 20, o Dia do Farmacêutico. Eles podem atuar em diversas áreas. Entre os segmentos estão: farmácias, hospitais, indústrias, além da manipulação de medicamentos alopáticos e homeopáticos. Diretamente, esses são profissionais que ajudam a salvar vidas em todo o mundo, com o auxílio de suas práticas e conhecimentos.

Katy Figueiredo, farmacêutica da clínica capixaba Medquimheo, atua na área de oncologia. Ela, que trabalha há 8 anos no ramo, conta que sua função vai além de manipular medicamentos. “Sinto-me realizada com o trabalho que exerço, porque tenho consciência da contribuição do farmacêutico no tratamento do paciente oncológico. O cuidado com o paciente é fruto de um trabalho de equipe em que o farmacêutico atua junto ao médico, enfermeiro, psicólogo e nutricionista”, completa.

A profissional explica, ainda, que, antes de chegar ao paciente o medicamento passa por várias etapas. É um trabalho minucioso, que precisa de tempo e, principalmente, amor pelo que faz. “Nesse quesito, o farmacêutico também costuma atuar um pouco na área administrativa. Afinal, é necessário selecionar criteriosamente os fornecedores dos medicamentos utilizados para garantir a qualidade do produto final”, disse.

Interação com pacientes e médicos

Além da avaliação e manipulação do quimioterápico, o farmacêutico oncológico também pode interagir com médicos e enfermeiros sobre o uso dos medicamentos. Com os pacientes, também pode orientar quanto às reações adversas de determinado remédio, bem como os cuidados necessários para o manuseio, condicionamento, horários e forma de ingestão do produto.