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Oncologia Clínica

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Celebrada anualmente no segundo mês do ano, Fevereiro Laranja é uma campanha nacional que tem como principal objetivo levantar debates sobre a conscientização da leucemia e a doação de medula óssea – opção de tratamento para a doença em alguns casos.

O movimento convida as pessoas a refletirem sobre a empatia e a possibilidade de se voluntariar como doadores. Além de partilhar informações sobre a leucemia, os subtipos da doença, as formas de tratamento e reforçar que a importância do diagnóstico precoce independe da idade. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), quanto mais avançada a idade, maiores são os riscos de complicação da doença. No entanto, em crianças, o tipo linfóide aguda é mais comum e representa 28% dos casos que, se diagnosticados em estágio inicial, apresentam boas chances de cura.

Para te ajudar a entender a importância da campanha e dar dicas de como se tornar um doador de medula óssea, nós, do Blog da Medquimheo, preparamos este conteúdo especial. Leia com atenção e aproveite que o ano está apenas começando para praticar a solidariedade com o outro!

🧬 A Leucemia e os subtipos

Para compreender a leucemia é preciso conhecer o funcionamento da medula óssea, que é um tecido esponjoso que ocupa o centro dos ossos. Um grupo chamado células-tronco hematopoiéticas é responsável pela produção das células sanguíneas e é o local onde o câncer tem início.

A leucemia surge devido ao adoecimento de determinadas células que atrapalham a produção de outras saudáveis na medula óssea. A doença pode ser classificada como aguda ou crônica, que, para os especialistas, descrevem quão rápido (aguda) ou devagar (crônica) a leucemia progride e identifica o tipo de glóbulo branco que está envolvido (mieloide ou linfoide).

– Os principais tipos de leucemia, são:

🩸 Leucemia Mieloida Aguda (LMA);

🩸 Leucemia Mieloide Crônica (LMC);

🩸 Leucemia Linfoide Aguda (LLA);

🩸 Leucemia Linfoide Crônica (LLC).

#DicaMedquimheo: a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale) publicou manuais informativos, a fim de esclarecer sobre os tipos de leucemia. Confira!

🩺 Fatores de risco e tratamento da Leucemia

De acordo com o Inca, em grande maioria, os pacientes que desenvolvem leucemia não apresentam fatores de risco que possam ser modificados. Entretanto, suspeita-se da associação entre determinados motivos que aumentam a probabilidade do desenvolvimento da doença. Tabagismo, contato com radiação, síndromes hereditárias, histórico familiar, idade avançada e exposição a agrotóxicos são algumas causas estudadas com relação ao surgimento da leucemia.

Após o diagnóstico precoce, que é de suma importância, o tratamento é escolhido a partir da detecção do tipo de leucemia. O processo pode envolver quimioterapias, medicamentos orais e, em alguns casos, o transplante de medula óssea. Como o acompanhamento é feito de forma individualizada, é preciso estar em contato direto com um especialista para que os cuidados sejam iniciados rapidamente e de forma adequada.

💉 Qual foi o impacto da pandemia para a doação de medula óssea?

O Brasil possui o terceiro maior banco de doadores de medula óssea do mundo, com cerca de 4 milhões de voluntários cadastrados no Registro Nacional de Medula Óssea (Redome). No entanto, o período de pandemia afetou diretamente o ato de se voluntariar e doar. Dados da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO) alertam para queda de 30% dos cadastros de doadores no ano de 2020.

📌 Motivos para ser um doador de medula óssea

Nesse cenário, o Redome chama a atenção para a importância de ser um doador de medula óssea. Confira alguns motivos para ser um voluntário desta causa:

💙 O transplante pode beneficiar o tratamento de cerca de 80 doenças em diferentes estágios;

💙 O doador ideal (irmão compatível) está em cerca de apenas 25% das famílias brasileiras, para 75% dos pacientes que necessitam da identificação de um doador alternativo;

💙 Os riscos, na maioria dos transplantes, são poucos. O estado físico do doador é checado anteriormente e por volta de 15 dias, a medula já estará totalmente recuperada.

🧡 Como se tornar um doador de medula óssea?

Para entrar na lista de voluntários para doação de medula óssea é necessário ter entre 18 e 55 anos, estar em bom estado geral de saúde, não ter doença infecciosa ou incapacitante, não apresentar quadro de doença imunológica,  neoplásica (câncer) ou hematológica (do sangue). Caso você não se enquadre em nenhuma dessas situações de impedimento, siga este passo a passo para se voluntariar:

1️⃣ Procure o hemocentro do seu estado e agende uma consulta de esclarecimento sobre a doação de medula óssea;

2️⃣ Assine o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e preencha uma ficha com informações pessoais;

3️⃣ Será coletada uma quantidade de 10ml de sangue do candidato doador. O material será analisado e testado para identificar características genéticas que serão cruzadas com dados dos pacientes que necessitam de transplantes.

4️⃣ Os dados serão incluídos no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea e quando houver um paciente com possível compatibilidade, o candidato será consultado. Por isso, é importante manter as informações do banco atualizadas.

5️⃣ Caso o candidato opte seguir com o processo, serão realizados exames para confirmar a compatibilidade e o estado de saúde do voluntário.

Seja um doador de medula óssea e ajude a salvar vidas!

Conheça nosso blog!

Nosso blog é repleto de posts para te manter sempre bem informado. Aproveite mais conteúdos:

Anemia pode virar leucemia? Entenda sobre as doenças!

Especialista conta que nem toda mancha roxa significa leucemia

Fonte: Dra. Alessandra Prezotti, hematologista da Medquimheo, CRM ES 6782.


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A apneia do sono pode gerar muitas complicações na vida de uma pessoa. Se essa passa por tratamento de câncer é preciso ainda mais cuidados para que a obstrução das vias aéreas nasais não prejudique.

Pacientes oncológicos precisam ter um cuidado especial com a saúde do sono também. Uma boa noite de descanso pode garantir mais energia para o dia a dia e prevenir irritabilidade, depressão e indisposição. Confira neste material mais informações e como tratar esse distúrbio do sono.

O que é apneia do sono?

A apneia do sono ocorre quando os músculos da garganta relaxam durante o sono obstruindo a passagem do ar, impedindo a respiração. Isso envia uma mensagem de perigo ao cérebro, que desperta por alguns segundos, retomando a respiração.

Esse tipo de distúrbio é comum em pacientes em tratamento de câncer, como afirma Dra. Carolina Conopca, oncologista da Medquimheo: “A apneia do sono está principalmente relacionada à obesidade, sexo masculino e envelhecimento. Esses mesmos fatores de risco também são comuns ao desenvolvimento de alguns cânceres”.

Para entender mais sobre os riscos dessa patologia, a Dra. Carolina explica “os pacientes desenvolvem sintomas como hipersonolência diurna, falta de atenção, depressão e sensação de perda da capacidade de organização, tudo isso atrapalha o bem-estar físico e psicológico”.

Como tratar esse distúrbio do sono?

Para fazer o tratamento correto da apneia do sono, Dra. Carolina recomenda atenção especial à dieta e ao consumo de bebidas alcoólicas, além de procurar um médico especialista em medicina do sono, que poderá indicar o exame de Polissonografia.

CPAP para apneia do sono

Este exame, caso positivo para apneia do sono, pode indicar o uso do CPAP, “aparelho que administra uma pressão positiva de ar, que destina-se a manter as vias aéreas superiores desobstruídas durante o sono e, consequentemente, a evitar o colapso faríngeo” esclarece a Doutora.

Para descobrir outras causas e a identificação da apneia do sono, clique aqui e saiba mais sobre este tema.

Fique de olho em nosso Blog! Sempre temos uma novidade sobre saúde e bem-estar para você!

Fonte: Dra. Carolina Conopca CRM: ES 11.130



obesidade-cancer-relacaoA obesidade é o mal do século. Doenças no coração, problemas respiratórios e diabetes são alguns dos resultados dos quilos a mais na balança. Dados do Instituto de Métrica e Avaliação para a Saúde (IHME) apontam que mais de 2,1 bilhões de pessoas no mundo são obesas – entre crianças e adultos. De acordo com especialistas da saúde, a grande preocupação é que o problema evolua ainda mais, e de forma desenfreada, à medida que as rendas dos países emergentes crescem.

Vale destacar que o sobrepeso pode ser considerado a partir de um índice de massa corporal maior ou igual a 25 e menor que 30. A obesidade, por sua vez, é caracterizada por um IMC maior ou igual a 30. Para se ter uma ideia, no Brasil, 52,5% dos homens com mais de 20 anos apresentam um desses fatores e, 58,4% das mulheres, da mesma faixa etária, também.

Estudos da Organização Mundial da Saúde demonstram que a obesidade estreita a relação com alguns tipos de câncer, tais como o de mama, cólon, esôfago, tireoide, rim e bexiga. De acordo com a oncologista Morgana Stelzer, da Medquimheo, entre as hipóteses que associam o peso ao surgimento do tumor, está a regulação hormonal, que é afetada negativamente pelas células gordurosas. “O aumento de peso torna-se um meio favorável para o desenvolvimento de tumores, porque as células, inclusive as cancerígenas, também crescem com muito mais facilidade quando há excesso de gordura”, explica.

Prevenção da doença está a um passo do que se põe ao prato

Uma alimentação regrada e livre de produtos processados e gordurosos é a chave para maior qualidade de vida. Manter o peso ideal só é possível com comprometimento e a partir de uma dieta rica em vegetais, grãos integrais, vitaminas, frutas e fibras. “É possível, sim, evitar o câncer com hábitos regulares e o cuidado correto com a saúde. Mas é preciso lembrar que o surgimento de qualquer tipo de tumor vai além do peso. Histórico familiar da doença, consumo de drogas, tabaco, álcool, dentre outros, são alguns fatores que também propiciam o desenvolvimento da doença”, esclarece.



teste-olhinho-pode-detectar-cancerO tradicional teste do olhinho pode detectar várias doenças. Um dos males que pode descobrir, ainda em na fase inicial, é o retinoblastoma, um tipo de câncer que afeta a retina. Em filhos de pessoas que tiveram o transtorno a incidência do problema costuma ser maior.

Um dos principais sinais é a leucocoria. A manifestação é dada por meio de uma mancha branca. O aumento do globo ocular e a até a perda da visão também podem ser consequências. De acordo com a oncologista pediátrica da Medquimheo, Magdalena Frechiani, os pais devem procurar a realização do exame do olhinho logo após o nascimento da criança. “O teste é um aliado no diagnóstico precoce”, explica.

Sobre o câncer infantil

Conjunto de várias doenças que tem em comum a proliferação de células anormais, o câncer infantil, até alguns anos era considerado um problema raro. De acordo com dados do Inca, essa realidade mudou. A estimativa de novos casos, somente em 2012, foi de 11.530, entre crianças e adolescentes.

Em sua fase inicial, não há sintomas evidentes, o que dificulta o diagnóstico precoce, que pode aumentar as chances de cura. Grande parte das pessoas desconhece os principais sinais. Há casos em que os pais acabam confundindo as manifestações do transtorno com doenças comuns da infância.

Tratamento

O progresso do tratamento do câncer infantil, na maioria dos casos, é excelente. Pesquisas demonstram que 90% dos casos têm chances de cura, quando os tumores são descobertos nas fases iniciais. A observação dos pais é fundamental para este sucesso.

Para um tratamento adequado, o diagnóstico correto é indispensável. Deve ser feito em centros especializados. Podem compreender até três modalidades, dependendo da necessidade – a quimioterapia, cirurgia e radioterapia são as principais.



dia-enfermeiroA enfermagem é uma profissão tradicional e que atrai mais adeptos a cada dia. Estima-se que é recente em relação a outros ramos da saúde, como o da medicina. Registros apontam que começou a crescer em meados do século XIX. Em 12 de maio, comemora-se o Dia Mundial do Enfermeiro. A data entrou para o calendário oficial da saúde em 1965 e foi escolhida por ser o dia do nascimento de Florence Nightingale, enfermeira inglesa que fez história em cenários de guerra.

O fato de a carreira proporcionar o zelo com outras vidas foi um dos quesitos que fez com que a enfermeira Caroline Pope Lucas, da Medquimheo, escolhesse seguir essa trajetória. Ela que atua na área há oito anos, explica que encontra desafios diários e um dos principais é a questão da valorização. “Nós, enfermeiros, estamos diretamente ligados ao paciente e lidar com pessoas é um desafio diário. É necessário manter o emocional sob controle”, comenta.

Mas nem sempre é possível ficar neutro com todos os casos que aparecem. De acordo com Caroline, há situações em que é difícil segurar a emoção, principalmente, quando existe alguma criança envolvida. “O tratamento de alguns pequenos mexe com o emocional. Tenho filhos e sempre me coloco no lugar das outras mães, quando há algo grave”, disse Caroline.

 

Profissão independente

Ainda de acordo com Caroline, a evolução do mercado de enfermagem é notória. “Não somos vistos mais como as sombras dos médicos. Temos nossa independência e há situações em que a palavra final é a nossa, porque acompanhamos determinadas fases do tratamento do paciente em que outros especialistas não dominam. Sobre o crescimento na profissão, vai depender de cada um. É preciso estar disposto doar tempo, atenção, carinho e, acima de tudo, respeito ao outro. É um ciclo em que a palavra cuidado deve ser o lema diário”, pontua.

Experiências de vida

A especialização é extremamente necessária, já que o tratamento de cada patologia é diferenciado e, por isso, é de suma importância dominar as técnicas e cuidados específicos para cada tipo de paciente. “Decidi me especializar em oncologia e, após começar a lidar com pacientes em tratamento contra o câncer, passei a valorizar ainda mais a minha vida. Aprendi a me importar menos com pequenas coisas e a olhar mais para as necessidades dos outros”, afirma.