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Hematologia


julho 18, 2014 HematologiaNotícias0

poliglobulia-causa-coagulo-sanguineoTranstorno caracterizado pela quantidade excessiva de glóbulos vermelhos no corpo, a Poliglobulia é uma doença pouco falada e, por isso, a grande maioria desconhece. É decorrente de uma produção exagerada de glóbulos vermelhos pela medula óssea, aumentando a viscosidade do sangue e podendo provocar problemas de circulação, dores de cabeça, tonturas, dificuldade de concentração e visão nublada. Coágulos sanguíneos, tendência para hemorragias e o inchaço do baço também podem ocorrer.

 

Existe a Poliglobulia Primária, que recebe esta denominação quando o motivo para o aumento desenfreado dos glóbulos está na própria célula mãe das células do sangue. Já aPoliglobulia Secundária, pode ser decorrente de outras doenças que causam redução de oxigenação no organismo e, consequentemente, necessidade de aumento da produção de glóbulos vermelhos pela medula óssea. Doenças pulmonares, cardíacas e a presença de alguns tumores também podem gerar a desordem, já que prejudicam a oxigenação do organismo. Indivíduos que moram em locais com grandes altitudes, onde o ar costuma ser mais rarefeito, podem apresentar a alteração.

 

Tratamento

 

O tratamento é feito por meio de extrações de sangue. O procedimento é bem parecido com o ato de doar sangue e pode ser repetido várias vezes para manter a taxa dos glóbulos em níveis adequados. Na grande maioria dos casos, somente esta ação é necessária. Em algumas situações, o médico pode indicar medicamentos para impedir complicações.

 

Sobre o diagnóstico

 

A hematologista Evelyne Monteiro Silva, da Medquimheo, explica que a realização de exames de rotina como o hemograma é fundamental para a identificação da doença. “Normalmente, quem chama a atenção para isso é o clínico ou o médico de rotina do paciente. Caso identificada a anormalidade, o profissional poderá encaminhar a pessoa a um hematologista para análise”, explica.  



como-doar-sangueA palavra doação, por si, já expõe a premissa de uma das iniciativas mais generosas que o ser humano pode expressar. No Dia Mundial do Doador de Sangue, comemorado em 14 de junho, profissionais da saúde reforçam a importância deste ato que revela compaixão pelo próximo. Vítimas de acidentes e pacientes que passaram por processos cirúrgicos estão entre os que mais precisam.

Segundo Alessandra Prezotti, hematologista da Medquimheo, pessoas que estão na luta contra o câncer também podem vir a necessitar de transfusões ao longo do tratamento. “Algumas quimioterapias ou a própria doença fazem com que aconteça a queda da taxa de hemoglobina e de plaquetas, por isso, as transfusões de sangue são necessárias”, explica.

Por conta própria é bem melhor

Ainda de acordo com a hematologista, um dos maiores desafios dos médicos é conscientizar à população sobre a importância da doação de sangue. “Os estoques dos Bancos estão quase sempre baixos e várias pessoas dependem de voluntários que estejam dispostos a tirar apenas um tempo do dia para fazer essa ação, que, de fato, salva vidas. A melhor doação é a voluntária”, disse a especialista.

Uma doação pode privilegiar até três pessoas

Cada unidade de sangue (uma média de 500 ml) pode privilegiar até três pessoas, porque é fracionada em: plaquetas, plasma e concentrado de hemácias. Com menos de 10% do total de sangue doado, várias vidas podem ser salvas.

Requisitos para ser um doador

Para ser um doador é preciso ter entre 16 (menores de 18 anos necessitam da autorização dos responsáveis) e 69 anos (desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos de idade), pesar no mínimo 50 Kg, ter boas condições de saúde, não estar com febre ou gripado no dia da doação, ter documentos de identidade, com foto e  não ter histórico de hepatite, doenças de chagas, malária ou DST´s. Os interessados podem procurar, por exemplo, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Espírito Santo (Hemoes), na Av. Marechal Campos, em Maruípe, Vitória.

 

 



hemofilia-pode-surgir-infanciaTranstorno do sangue caracterizado por uma desordem no mecanismo de coagulação, a hemofilia não é tão conhecida entre a população em geral. Acomete geralmente pessoas do sexo masculino e, em torno de 70% dos casos, existe história da doença na família. Os primeiros sintomas aparecem normalmente entre o 1º e 2º ano de vida, nos casos onde o nível do fator deficiente é muito baixo.  Existem dois tipos caracterizados pelos especialistas: a hemofilia A e a hemofilia B. Um ocorre por deficiência do fator VIII de coagulação, já a outro por deficiência do fator IX – que são proteínas que atuam na coagulação do sangue – sua falta acarreta hemorragias.

O hemofílico, por não ter a  quantidade do fator VIII (hemofilia A) ou fator IX (hemofilia B) suficiente tem o processo de coagulação alterado, com dificuldade na formação do coágulo e, consequentemente, de parar os sangramentos. Hematologistas recomendam que os pais recorram ao médico, caso os filhos apresentem sangramentos fora do habitual.

Manchas escuras que aparecem na criança, ainda bebê, podem ser sinais de alerta. “Indivíduos com hemofilia costumam ter hemorragias espontâneas nas articulações e músculos, sendo que os joelhos, tornozelos, cotovelos, ombros e o quadril são os mais atingidos. Sangramentos nesses locais são conhecidos como hemartroses. O paciente pode apresentar manchas roxas na pele após pequenos traumas, principalmente quando está começando a andar e sangramentos exagerados em pequenos cortes, como ruptura do freio lingual e labial, comum em crianças pequenas, após trauma na boca”, informa a hematologista Alessandra Nunes Prezotti, da Medquimheo.

Sobre o diagnóstico

O diagnóstico é realizado através da história de sangramento do paciente, história familiar de hemofilia e por um exame de sangue que mede a dosagem dos níveis dos fatores VIII e IX de coagulação sanguínea.

É possível ter uma vida normal

De acordo com Alessandra Prezotti, hematologista da Medquimheo, o acompanhamento da hemofilia é fundamental.  No Brasil, hoje, o tratamento é igual aos dos países desenvolvidos e o governo disponibiliza o fator que será utilizado, de acordo com cada caso, sendo utilizado preventivamente nos pacientes que apresentam deficiência grave do fator, para evitar o surgimento dos sangramentos. A fisioterapia é uma importante aliada para reforçar a musculatura e evitar sangramentos articulares e musculares.

“Com o tratamento correto, o hemofílico consegue ter uma vida normal. Atividades físicas que fortaleçam a musculatura são recomendadas, mas é necessário avaliar com o médico quais os exercícios indicados. Quando tratados rapidamente, os episódios de hemorragias deixam menos sequelas”, disse a médica”.