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Câncer Infantojuvenil



No dia 23 de novembro, comemora-se em todo o país o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil, instituído em abril de 2008. A Confederação Nacional de Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer (CONIACC) busca mobilizar a sociedade a promover o “Novembro Dourado”. O objetivo é criar ações de alerta para a importância do combate ao câncer em pessoas de 5 a 19 anos.

De acordo com o oncologista pediátrico da Medquimheo, Dr.Carlos Magno Bortolini, o câncer é a doença que mais mata crianças e adolescentes. “No Espírito Santo, profissionais ligados aos programas de tratamento do Câncer Infantojuvenil e à Associação Capixaba Contra o Câncer Infantil (Acacci), divulgam medidas que podem ajudar às famílias a ficarem atentas aos sinais e sintomas relativos da doença”, detalha.

Informações do Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Brasil, demonstram que a estimativa de novos casos de câncer infantojuvenil é de 4 mil a 19 mil, por ano. “Desse total, poucos são diagnosticados. Muitos são encaminhados aos centros de tratamento com a doença já em estágio avançado.  Um dos objetivos do movimento é estimular ações educativas e preventivas, tornando os sinais do transtorno conhecidos ao maior número de pessoas”, explica Bortolini.
 

Alertas

Levar as crianças e adolescentes regularmente ao pediatra, e observar qualquer mudança no comportamento ou corpo dos filhos, são medidas que têm uma importância muito elevada, quando o assunto é câncer. “A arma principal contra o tumor é o diagnóstico precoce. Os pais, médicos, agentes de saúde e até os professores podem ser aliados para reforçar medidas preventivas. O medo da doença e a falsa ideia de que o câncer não tem cura, terminam por retardar o tratamento”, reforça o oncologista.

As leucemias, câncer do sangue, são as formas mais comuns de câncer na população infantojuvenil, seguidas pelos tumores cerebrais e os linfomas, sendo que este último acomete os gânglios ou nódulos linfáticos, popularmente conhecidos como ínguas. “Os tumores renais e ósseos, neuroblastomas, tumores do fígado, retinoblastoma (acomete o globo ocular) e os de células germinativas (de ovários e testículos), vêm a seguir”, destaca.

 

Sintomas

Ainda de acordo com o oncologista, cada tumor apresenta sinais isolados. Leucemias Agudas, por exemplo, costumam gerar febre e dores. Sangramentos espontâneos de mucosas, palidez, manchas roxas ou equimoses pelo corpo, crescimento do fígado e do baço e de gânglios ou ínguas também são sintomas.  

Os tumores cerebrais podem provocar vômitos frequentes e inexplicados, acompanhados de cefaléia, alteração da visão, estrabismo súbito, perda do equilíbrio, convulsão, alteração do comportamento, fala arrastada e dificuldade para andar.

Os linfomas causam febre, palidez, sudorese noturna e emagrecimento. Ínguas de crescimento rápido e contínuo, sem relação com infecção, geralmente, indolores também são sinais de alerta. Elas podem causar dificuldade para respirar.

Tumores ósseos criam um aumento de volume em projeção de um osso (geralmente de membros como o quadril), com ou sem dor, sem relação com trauma local. Às vezes febre.

Retinoblastoma, ou “Tumor do olho”, gera um aumento do volume do olho, manchas esbranquiçadas na pupila, alteração da visão e dor.

 

Tratamento

O tratamento varia para cada tipo de tumor. Às vezes apenas a cirurgia pode ser resolutiva.  Em alguns casos, são necessárias a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia. Considerando todos os tipos de câncer na infância e adolescência, os índices globais e atuais de cura, chegam aos animadores índices de 70%.

 



Em clima de Mês das Crianças, a Medquimheo e o Hospital Metropolitano unem forças para promover uma comemoração especial para os pequenos em tratamento contra o câncer. No próximo dia 4, meninos e meninas a partir de 1 ano terão uma festa, com o animador Felipe Peralta. A ação será no espaço de humanização do Metropolitano, na Serra.

Na ocasião, guloseimas serão distribuídas e brincadeiras serão realizadas. De acordo com a nutricionista Janine Rover de Mello, que está à frente da organização do evento, a proposta é mostrar que, mesmo em tratamento, as crianças podem se divertir.

“Hospital não é apenas sinônimo de medicamentos e doenças. Essa é uma etapa que pode ser vencida com alegria, e é essa mensagem que será deixada no dia”, explica a nutricionista. 



Conjunto de várias doenças que têm em comum a proliferação de células anormais, o câncer infantil, até há alguns anos era considerado um problema raro. De acordo com dados do Inca, essa realidade mudou. A estimativa de novos casos, somente em 2012, é de 11.530, entre crianças e adolescentes.

Em sua fase inicial, não há sintomas evidentes, o que dificulta o diagnóstico precoce, que pode aumentar as chances de cura. Grande parte das pessoas desconhece os principais sinais. Há casos em que os pais acabam confundindo as manifestações do transtorno com doenças comuns da infância.

Tumores mais comuns
Entre os mais frequentes em crianças estão: os linfomas, tumor de osso, e nas regiões do abdômen, cérebro e retina. A leucemia, que afeta os glóbulos brancos, é mais comum em crianças de 3 a 5 anos.

Sintomas
Para cada tipo, há sintomas específicos. Mas vamos listar os mais comuns.

Osteossarcoma (tumor de osso) – Costuma aparecer no joelho e causar dores intensas. Papais, fiquem atentos. Os incômodos causados podem ser confundidos com a “dor do crescimento”. Exames, como os de Raio X, podem confirmar a doença.

Leucemia – Dor no corpo, febre, ínguas no pescoço, manchas roxas na pele, infecções e sangramentos estão entre os principais sintomas.

Câncer cerebral – Estrabismo, dores de cabeça e aumento de pressão. Nos bebês, o sintoma mais evidente é o aumento do diâmetro da cabeça.

Linfomas – O aumento dos gânglios linfáticos. Como os principais localizam-se no tórax, atrás das orelhas, nas virilhas e no pescoço, essas são, consequentemente, as regiões atingidas. O diagnóstico pode ser realizado por meio de biópsia.

Retinoblastoma (Retina) – Manchas brancas nos olhos, visíveis sob a luz. O estrabismo também pode ser um sinal de alerta.

Abdômen – Esse tipo de tumor se forma nos rins, gânglios da barriga e fígado. Papais, caso apalpem a região e sintam qualquer alteração, levem a criança imediatamente ao médico.

Tratamento
O progresso do tratamento do câncer infantil, na maioria dos casos, é excelente. Pesquisas demonstram que 90% dos casos têm chances de cura, quando os tumores são descobertos nas fases iniciais. A observação dos pais é fundamental para este sucesso.

Para um tratamento adequado, o diagnóstico correto é indispensável. Deve ser feito em centros especializados. Podem compreender até três modalidades, dependendo da necessidade – a quimioterapia, cirurgia e radioterapia são as principais.