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Câncer Infantojuvenil

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Independente da situação, descobrir o diagnóstico do câncer é uma situação extremamente difícil e delicada. Mas e quando isso acontece com uma criança ou adolescente? Como são novos e viveram poucos momentos importantes da vida, o quadro torna-se ainda mais complicado de enfrentar. No entanto, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), hoje, cerca de 80% dos casos podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. Para conscientizar a sociedade, principalmente os pais, sobre a necessidade de se atentar aos sintomas sugestivos do câncer infantojuvenil, foi criado o Setembro Dourado.

Câncer em crianças x câncer em adultos

No Brasil, ainda sobre os dados do Inca, o câncer infantojuvenil representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos. Os tipos mais frequentes de câncer infantojuvenil são as leucemias e os linfomas. Diferentemente do que acontece nos adultos – em que o câncer está relacionado a fatores de risco do meio ambiente, como o álcool e cigarro – nas crianças e jovens, é formado por uma célula que não amadureceu como deveria e, começou a se multiplicar de forma desordenada. A oncologista pediátrica Maria Magdalena Frechiani destaca que o Setembro Dourado contribui, diretamente, para a detecção e o tratamento precoces”.

Atenção especial aos sintomas do câncer infantojuvenil

Os sinais da doença não são específicos e, não necessariamente, indicam seu diagnóstico. Entretanto, a oncologista pediátrica pede para que se tenha atenção e procure um especialista caso sejam observados os seguintes sintomas: palidez, dor óssea, hematomas ou sangramentos pelo corpo, caroços ou inchaços, perda de peso sem causa aparente, febre e sudorese noturna, tosse persistente ou falta de ar, alterações oculares, inchaço abdominal, dores de cabeça, vômitos recorrentes pela manhã ou com piora durante o dia e dores nos membros.

#SetembroDourado: apoie esta causa!

“Para que todas as crianças e adolescentes obtenham maiores chances de cura e vivam uma vida com mais qualidade, vamos ajudar a vestir nosso País de dourado. É muito importante disseminarmos, não só neste mês, como em todos os outros, o máximo de informações possíveis sobre o câncer infantojuvenil”, finaliza a especialista.

Fonte: Dra. Maria Magdalena Frechiani – oncologista pediátrica – CRM: ES 1677

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Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), entre 2009 e 2013, o câncer foi responsável por cerca de 12% dos óbitos em crianças e adolescentes na faixa de 1 a 14 anos e, 8%, de 1 a 19 anos. O câncer infantojuvenil engloba vários tipos (para conferir mais sobre quais são, clique aqui). O que apresenta maior percentual de incidência é a leucemia. Somente na região sudeste são previstos, até o final de 2019, 4.460 casos e 190 só no Espírito Santo.

Nas crianças e adolescentes, a doença afeta as células do sistema sanguíneo, o nervoso e os tecidos de sustentação.

Alerta para os sintomas!

A oncologista da Medquimheo Morgana Stelzer, atenta para os sinais. “Como na fase inicial os indícios podem ser semelhantes a doenças comuns da infância, é importante que os pais, além de levarem a criança regularmente ao pediatra, atentem-se e deem valor às reclamações frequentes referentes a alguma dor ou desconforto que esteja sentindo”, alerta.

“Os profissionais de saúde, além de valorizarem as queixas, devem avaliar os sinais e, caso necessário, encaminhar a exames específicos para investigação, principalmente se a dor estiver recorrente”, completa.   

Saiba os indicativos mais comuns:

  • Perda de peso, palidez ou cansaço inexplicados;
  • Dores nos ossos, juntas, costas e fraturas fáceis;
  • Manchas roxas ao redor dos olhos ou pelo corpo;
  • Alteração no andar ou perda de equilíbrio e da fala;
  • Caroço em qualquer parte do corpo, principalmente na barriga;
  • Dores de cabeça por mais de duas semanas, acompanhadas ou não por vômitos;
  • Febre prolongada e inexplicada;
  • Reflexo esbranquiçado nos olhos, estrabismo recente, perda da visão ou crescimento do olho;
  • Sangramentos sem machucados.

Chances de cura chegam a 80%

Dr.Morgana tranquiliza e traz uma boa notícia! “O câncer infantojuvenil é altamente curável e responde muito bem ao tratamento da quimioterapia. O próprio Inca afirma que a taxa média de cura é de 80%”, conta.

Como conversar com os filhos sobre câncer?

Dialogar com uma criança ou adolescente sobre um assunto tão delicado quanto o câncer não é uma tarefa fácil, e nós sabemos disso. Mas existem algumas dicas que podem ajudar:

  1. Escolha um lugar tranquilo;
  2. Explique de maneira adequada, ou seja, use uma linguagem com palavras simples, que faça parte do vocabulário deles;
  3. Responda com honestidade todas as dúvidas que forem surgindo;
  4. Caso não saiba responder, diga: “Não sei, mas podemos tentar descobrir a resposta juntos”.

O mais importante é passar segurança e conforto!  

Em caso de dúvida, a Medquimheo está à disposição para ajudar. O câncer tem cura!

Fonte: Dra. Morgana Stelzer – oncologista clínica – CRM: 9269




No dia 23 de novembro, comemora-se em todo o país o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil, instituído em abril de 2008. A Confederação Nacional de Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer (CONIACC) busca mobilizar a sociedade a promover o “Novembro Dourado”. O objetivo é criar ações de alerta para a importância do combate ao câncer em pessoas de 5 a 19 anos.

De acordo com o oncologista pediátrico da Medquimheo, Dr.Carlos Magno Bortolini, o câncer é a doença que mais mata crianças e adolescentes. “No Espírito Santo, profissionais ligados aos programas de tratamento do Câncer Infantojuvenil e à Associação Capixaba Contra o Câncer Infantil (Acacci), divulgam medidas que podem ajudar às famílias a ficarem atentas aos sinais e sintomas relativos da doença”, detalha.

Informações do Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Brasil, demonstram que a estimativa de novos casos de câncer infantojuvenil é de 4 mil a 19 mil, por ano. “Desse total, poucos são diagnosticados. Muitos são encaminhados aos centros de tratamento com a doença já em estágio avançado.  Um dos objetivos do movimento é estimular ações educativas e preventivas, tornando os sinais do transtorno conhecidos ao maior número de pessoas”, explica Bortolini.
 

Alertas

Levar as crianças e adolescentes regularmente ao pediatra, e observar qualquer mudança no comportamento ou corpo dos filhos, são medidas que têm uma importância muito elevada, quando o assunto é câncer. “A arma principal contra o tumor é o diagnóstico precoce. Os pais, médicos, agentes de saúde e até os professores podem ser aliados para reforçar medidas preventivas. O medo da doença e a falsa ideia de que o câncer não tem cura, terminam por retardar o tratamento”, reforça o oncologista.

As leucemias, câncer do sangue, são as formas mais comuns de câncer na população infantojuvenil, seguidas pelos tumores cerebrais e os linfomas, sendo que este último acomete os gânglios ou nódulos linfáticos, popularmente conhecidos como ínguas. “Os tumores renais e ósseos, neuroblastomas, tumores do fígado, retinoblastoma (acomete o globo ocular) e os de células germinativas (de ovários e testículos), vêm a seguir”, destaca.

 

Sintomas

Ainda de acordo com o oncologista, cada tumor apresenta sinais isolados. Leucemias Agudas, por exemplo, costumam gerar febre e dores. Sangramentos espontâneos de mucosas, palidez, manchas roxas ou equimoses pelo corpo, crescimento do fígado e do baço e de gânglios ou ínguas também são sintomas.  

Os tumores cerebrais podem provocar vômitos frequentes e inexplicados, acompanhados de cefaléia, alteração da visão, estrabismo súbito, perda do equilíbrio, convulsão, alteração do comportamento, fala arrastada e dificuldade para andar.

Os linfomas causam febre, palidez, sudorese noturna e emagrecimento. Ínguas de crescimento rápido e contínuo, sem relação com infecção, geralmente, indolores também são sinais de alerta. Elas podem causar dificuldade para respirar.

Tumores ósseos criam um aumento de volume em projeção de um osso (geralmente de membros como o quadril), com ou sem dor, sem relação com trauma local. Às vezes febre.

Retinoblastoma, ou “Tumor do olho”, gera um aumento do volume do olho, manchas esbranquiçadas na pupila, alteração da visão e dor.

 

Tratamento

O tratamento varia para cada tipo de tumor. Às vezes apenas a cirurgia pode ser resolutiva.  Em alguns casos, são necessárias a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia. Considerando todos os tipos de câncer na infância e adolescência, os índices globais e atuais de cura, chegam aos animadores índices de 70%.

 



Em clima de Mês das Crianças, a Medquimheo e o Hospital Metropolitano unem forças para promover uma comemoração especial para os pequenos em tratamento contra o câncer. No próximo dia 4, meninos e meninas a partir de 1 ano terão uma festa, com o animador Felipe Peralta. A ação será no espaço de humanização do Metropolitano, na Serra.

Na ocasião, guloseimas serão distribuídas e brincadeiras serão realizadas. De acordo com a nutricionista Janine Rover de Mello, que está à frente da organização do evento, a proposta é mostrar que, mesmo em tratamento, as crianças podem se divertir.

“Hospital não é apenas sinônimo de medicamentos e doenças. Essa é uma etapa que pode ser vencida com alegria, e é essa mensagem que será deixada no dia”, explica a nutricionista. 



Conjunto de várias doenças que têm em comum a proliferação de células anormais, o câncer infantil, até há alguns anos era considerado um problema raro. De acordo com dados do Inca, essa realidade mudou. A estimativa de novos casos, somente em 2012, é de 11.530, entre crianças e adolescentes.

Em sua fase inicial, não há sintomas evidentes, o que dificulta o diagnóstico precoce, que pode aumentar as chances de cura. Grande parte das pessoas desconhece os principais sinais. Há casos em que os pais acabam confundindo as manifestações do transtorno com doenças comuns da infância.

Tumores mais comuns
Entre os mais frequentes em crianças estão: os linfomas, tumor de osso, e nas regiões do abdômen, cérebro e retina. A leucemia, que afeta os glóbulos brancos, é mais comum em crianças de 3 a 5 anos.

Sintomas
Para cada tipo, há sintomas específicos. Mas vamos listar os mais comuns.

Osteossarcoma (tumor de osso) – Costuma aparecer no joelho e causar dores intensas. Papais, fiquem atentos. Os incômodos causados podem ser confundidos com a “dor do crescimento”. Exames, como os de Raio X, podem confirmar a doença.

Leucemia – Dor no corpo, febre, ínguas no pescoço, manchas roxas na pele, infecções e sangramentos estão entre os principais sintomas.

Câncer cerebral – Estrabismo, dores de cabeça e aumento de pressão. Nos bebês, o sintoma mais evidente é o aumento do diâmetro da cabeça.

Linfomas – O aumento dos gânglios linfáticos. Como os principais localizam-se no tórax, atrás das orelhas, nas virilhas e no pescoço, essas são, consequentemente, as regiões atingidas. O diagnóstico pode ser realizado por meio de biópsia.

Retinoblastoma (Retina) – Manchas brancas nos olhos, visíveis sob a luz. O estrabismo também pode ser um sinal de alerta.

Abdômen – Esse tipo de tumor se forma nos rins, gânglios da barriga e fígado. Papais, caso apalpem a região e sintam qualquer alteração, levem a criança imediatamente ao médico.

Tratamento
O progresso do tratamento do câncer infantil, na maioria dos casos, é excelente. Pesquisas demonstram que 90% dos casos têm chances de cura, quando os tumores são descobertos nas fases iniciais. A observação dos pais é fundamental para este sucesso.

Para um tratamento adequado, o diagnóstico correto é indispensável. Deve ser feito em centros especializados. Podem compreender até três modalidades, dependendo da necessidade – a quimioterapia, cirurgia e radioterapia são as principais.