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Câncer de próstata


Este mês é considerado, mundialmente, como “Novembro Azul”. O movimento tem como objetivo conscientizar à população sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), esse é o segundo tumor mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Quando descoberto nas fases iniciais, a sobrevida pode ser superior a 90%, em cinco anos. 

De acordo com a Dra. Morgana Stelzer Rossi, oncologista da Medquimheo, existem fatores de risco bem estabelecidos para o câncer de próstata: aumento da idade, origem étnica e predisposição genética. “Sugere-se que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais ajuda a diminuir o risco de câncer. Nesse sentido, outros hábitos saudáveis também são recomendados, como fazer, no mínimo, 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar”, orienta.  

Ainda de acordo com a oncologista, cerca de 60% dos pacientes são assintomáticos, e a hipótese de um possível câncer de próstata deverá ser levantada diante de um exame de PSA aumentado. “Nos casos de câncer de próstata sintomático, o paciente se queixa de dificuldade para urinar, jato urinário fraco e sensação de não esvaziar bem a bexiga. Sangramento na urina também pode acontecer, embora seja mais raro. O paciente pode manifestar dores ósseas, como sinal de uma doença mais avançada (metástases). Anemia, perda de peso, adenopatias (ínguas) no pescoço e na região inguinal são outras manifestações da doença”, pontua.

Diagnóstico

A oncologista explica que para o rastreamento do câncer de próstata, os exames indicados são o toque retal e a dosagem do PSA sérico. Homens acima de 50 anos são candidatos a esses exames, à exceção daqueles com história familiar de câncer de próstata, que deverão realizá-los a partir dos 45 anos.

Para o diagnóstico, é necessário realização de biópsia da próstata, quando o toque retal for suspeito ou quando o PSA total estiver acima de 4,0 ou acima de 2,5 em pacientes jovens (abaixo de 55 anos).

Exames complementares, como Ultrassonografia, Tomografia Computadorizada, Ressonância Magnética e Cintilografia óssea são alguns dos exames que podem ser utilizados para avaliação da extensão de doença e planejamento.

A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e decidida após as definições dos riscos e benefícios do tratamento com o médico.