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Câncer de ovário e colo do útero

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Câncer de OvárioO câncer de ovário é uma doença pouco comum no Brasil. A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA) para 2014, em todo o Brasil, foi o surgimento de cerca de 5.600 novos casos, com aproximadamente 3.000 mortes por este câncer. Por ser um câncer silencioso que demora a apresentar sintomas, as mulheres devem estar atentas, principalmente após completar 50 anos, quando costumam aparecer.

 Cerca de 3/4 dos cânceres desse órgão apresentam-se em estágio avançado no momento do diagnóstico. Mesmo que assintomático, enquanto o câncer se desenvolve, as mulheres podem sentir dor pélvica e sensação de peso na parte baixa do abdômen.

Diagnóstico do câncer de ovário

Não existe uma maneira certeira de prevenir o câncer de ovário. Fatores genéticos podem influenciar em apenas 10% dos tipos de câncer de ovário. E também não existe um exame que detecte com segurança um câncer de ovário, como o Papanicolau para o câncer de colo uterino ou a mamografia para câncer de mama.

Fatores de risco

A maior parte dos cânceres de ovário surge após os 50 anos. Entretanto, é possível notar um aumento no número de casos deste tipo de tumor em mulheres mais jovens, especialmente os tumores chamados de germinativos. Nenhuma mulher está imune e todas devem procurar o ginecologista anualmente para os exames de rotina.

Um fator ao qual as mulheres devem estar atendas é o histórico familiar. Os casos com histórico familiar são 10% de todos os casos de câncer de ovário. Além disso, mulheres que tiveram casos de câncer de mama devem dar mais atenção à saúde, pois há uma associação genética entre o câncer de mama e o câncer de ovário em determinadas situações.



6 de maio – 2015 

Nesta quinta-feira, 8, ginecologistas e oncologistas promovem o Dia Mundial do Câncer de Ovário. Este é o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado e o de menor chance de cura. Cerca de 3/4 dos cânceres desse órgão apresentam-se em estágio avançado no momento do diagnóstico. Felizmente não é um câncer muito comum. O Instituto Nacional do Câncer estima para 2014, em todo o Brasil, um surgimento de cerca de 5.600 novos casos, com aproximadamente 3.000 mortes por este câncer.
 

De acordo com o ginecologista e mastologista Cleverson Gomes do Carmo Júnior, para o Espírito Santo, a estimativa é que haja 5,06 casos, para cada 100.000 mulheres – o que remete estimar que possam existir 90 novos casos este ano. “Esse número é baixo se compararmos a outros cânceres. Representa apenas 9% de todos os casos de câncer de mama estimados”, disse o especialista.
 

Ainda de acordo com o médico, infelizmente não existe uma maneira certeira de prevenir o câncer de ovário. “Acredita-se que o uso de pílula anticoncepcional possa diminuir o seu aparecimento, mas nada de maneira significativa, a ponto de prescrevermos pílula para sua prevenção. Fatores genéticos podem influenciar em apenas 10% dos tipos de câncer de ovário. E também não existe um exame que detecte com segurança um câncer de ovário, como o Papanicolau para o câncer de colo uterino ou a mamografia para câncer de mama”, informa.
 

Fatores de risco

A maior parte dos cânceres de ovário surge após os 50 anos. Entretanto, é possível notar um aumento no número de casos deste tipo de tumor em mulheres mais jovens, especialmente os tumores chamados de germinativos. Nenhuma mulher está imune e todas devem procurar o ginecologista anualmente para os exames de rotina.
 

“O histórico familiar também é muito importante, mas responde por apenas 10% de todos os casos de câncer de ovário. A atenção maior deve ser dada em casos de câncer de mama que ocorram na família e também com a própria paciente, já que há uma associação genética entre câncer de mama e câncer de ovário em determinadas situações”, explica Cleverson.
 

Sintomas
 

A grande maioria dos cânceres de ovário é assintomática, isto é, a mulher não sente nada. À medida que o tumor cresce, pode haver dor pélvica, sensação de peso na parte baixa do abdômen e palpação de massa na região pélvica. “A detecção de cistos de ovário pela ultrassonografia não é motivo para preocupação com o câncer de ovário na maioria das vezes. Os cistos de ovário são muito comuns e apenas o ginecologista é capaz de dizer quais são preocupantes e quais não”, esclarece.




 

Quando se fala em câncer e gravidez é comum que existam dúvidas entre a grande maioria das mulheres. Questões como fertilidade, produção de leite e interferência da quimioterapia durante a gestação são frequentes nesses casos. Especialistas informam que as grávidas estão propensas, como todas as mulheres, a desenvolver diversos tipos de câncer. Alguns são ainda mais comuns nesta fase, como o câncer de mama, em virtude das alterações hormonais que ocorrem durante essa etapa.

 

De acordo com o mastologista Cleverson Gomes do Carmo Júnior, da Medquimheo, o câncer, por si só, não é capaz de causar problemas de saúde ao feto. “No entanto, o tratamento do câncer pode trazer consequências, e, em alguns casos, a legislação brasileira permite a indicação de aborto terapêutico para que o tratamento da doença materna seja realizado. Em caso de quimioterapia, se o tumor for detectado muito precocemente, ainda na fase de formação do embrião, ela pode prejudicar definitivamente na saúde do bebê, de forma que, em nome da saúde da mãe e do filho, é recomendado o aborto terapêutico. Contudo, se o câncer surgir em fases posteriores da gravidez, em especial após o primeiro trimestre de gravidez, a quimioterapia é segura de ser realizada, na maioria das vezes, e segue, quase sempre, de maneira convencional, sem prejudicar o bebê”, esclarece. 

Fertilidade após o tratamento

Todos os tratamentos oncológicos visam a prejudicar o mínimo possível o futuro reprodutivo feminino. Mesmo em casos de câncer de colo uterino, ovário ou de mama, em que os tratamentos podem cursar com cirurgias e radioterapia, é possível promover o tratamento adequado casado com o desejo da paciente em ser mãe.

Mas cada tipo de câncer tem a sua peculiaridade. Em se tratando do câncer de pele, não é necessário um intervalo longo entre o tratamento e a gravidez posterior. “Alguns cânceres como as leucemias e os cânceres ginecológicos podem exigir um tempo maior entre o fim do tratamento e a gravidez, já que os hormônios da gestação podem incentivar o surgimento de recidivas ou de novos tumores”, alertou o médico.

Produção de leite

Ainda de acordo com o mastologista, às vezes, a amamentação pode ser comprometida pela cirurgia, mas, como regra geral, a produção de leite materno não é prejudicada.