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Câncer de colo do útero


De acordo com a estimativa do Inca para este ano, o câncer de colo uterino, no Brasil, terá cerca de 15.500 novos casos diagnosticados, o que corresponde a 5,7% de todos os cânceres em mulheres (exceto cânceres de pele não melanomas). Isso coloca o câncer de colo como o terceiro mais incidente entre as mulheres, perdendo para o câncer de mama (20,8%) e de cólon e reto (6,4%). Essa mudança epidemiológica se dá devido ao maior acesso da população aos métodos de rastreio e tratamento das lesões pré-neoplásicas do colo, isto é, a mulher consegue se tratar da lesão do HPV antes que ela venha a ter um câncer efetivamente.
 

É considerado um tumor de crescimento lento, sem sintomas específicos em sua fase inicial. “Quando a lesão encontra-se mais extensa, é comum haver sangramento genital anormal. O exame do preventivo realizado regularmente é a única forma de detecção precoce do câncer de colo uterino. Caso este seja o diagnostico, outros exames podem ser solicitados pelo oncologista, como ressonância magnética e outros exames de imagem”, explica Cleverson Gomes do Carmo Júnior, mastologista e ginecologista da Medquimheo.
 

Vacinação também é uma arma poderosa na prevenção
 

O HPV, também conhecido como Papilomavírus humano é uma doença sexualmente transmissível que pode afetar homens e mulheres. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que existem mais de 100 tipos desse vírus, sendo que cerca de 40 deles podem infectar o trato ano-genital, podendo causar câncer em regiões como o colo do útero. Como uma forma eficaz de prevenção, o ginecologista e mastologista Cleverson Gomes do Carmo Júnior, da Medquimheo, indica, também, a vacinação contra a doença.
 

Entre os principais tipos que podem vir a causar o câncer estão o ‘16’ e o ‘18’, variações com alto risco oncogênico e que estão presentes em 70% dos casos de câncer de colo de útero.
 

Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que 291 milhões de mulheres estão infectadas pelo HPV e cerca de 30% estão infectadas pelos tipos ‘16’ e ‘18’. Mas vale ressaltar que a infecção pelo vírus de maneira isolada, pode não ser suficiente para o desenvolvimento de um tumor. Imunidade, genética, tabagismo, número elevado de parceiros sexuais e de gestações, avanço da idade e o uso da pílula anticoncepcional também são considerados fatores de risco.
 

Vacinas disponíveis no mercado
 

Hoje, há duas vacinas profiláticas à venda em grande parte das farmácias e drogarias do País. São elas: a quadrivalente e a bivalente. Ambas previnem a infecção contra o HPV. Até o dado momento, especialistas afirmam que elas garantem 5 anos de proteção. “Mulheres a partir dos 9 anos e homens entre 9 e 26 anos (devido ao risco de câncer anal) recebem indicações para a vacinação. É válido ressaltar que o uso da vacina não dispensa a importância de preservativos nas relações sexuais”, o médico. 




 

Quando se fala em câncer e gravidez é comum que existam dúvidas entre a grande maioria das mulheres. Questões como fertilidade, produção de leite e interferência da quimioterapia durante a gestação são frequentes nesses casos. Especialistas informam que as grávidas estão propensas, como todas as mulheres, a desenvolver diversos tipos de câncer. Alguns são ainda mais comuns nesta fase, como o câncer de mama, em virtude das alterações hormonais que ocorrem durante essa etapa.

 

De acordo com o mastologista Cleverson Gomes do Carmo Júnior, da Medquimheo, o câncer, por si só, não é capaz de causar problemas de saúde ao feto. “No entanto, o tratamento do câncer pode trazer consequências, e, em alguns casos, a legislação brasileira permite a indicação de aborto terapêutico para que o tratamento da doença materna seja realizado. Em caso de quimioterapia, se o tumor for detectado muito precocemente, ainda na fase de formação do embrião, ela pode prejudicar definitivamente na saúde do bebê, de forma que, em nome da saúde da mãe e do filho, é recomendado o aborto terapêutico. Contudo, se o câncer surgir em fases posteriores da gravidez, em especial após o primeiro trimestre de gravidez, a quimioterapia é segura de ser realizada, na maioria das vezes, e segue, quase sempre, de maneira convencional, sem prejudicar o bebê”, esclarece. 

Fertilidade após o tratamento

Todos os tratamentos oncológicos visam a prejudicar o mínimo possível o futuro reprodutivo feminino. Mesmo em casos de câncer de colo uterino, ovário ou de mama, em que os tratamentos podem cursar com cirurgias e radioterapia, é possível promover o tratamento adequado casado com o desejo da paciente em ser mãe.

Mas cada tipo de câncer tem a sua peculiaridade. Em se tratando do câncer de pele, não é necessário um intervalo longo entre o tratamento e a gravidez posterior. “Alguns cânceres como as leucemias e os cânceres ginecológicos podem exigir um tempo maior entre o fim do tratamento e a gravidez, já que os hormônios da gestação podem incentivar o surgimento de recidivas ou de novos tumores”, alertou o médico.

Produção de leite

Ainda de acordo com o mastologista, às vezes, a amamentação pode ser comprometida pela cirurgia, mas, como regra geral, a produção de leite materno não é prejudicada.

 



Carnaval é a época de curtir. O povo capixaba vai às ruas para aproveitar uma das maiores festas do País. E é no meio de toda essa folia, que a atenção à saúde deve ser ainda maior. De acordo com especialistas, o contágio de doenças sexualmente transmissíveis ocorre mais comumente nesta temporada. A grande maioria das DST´s pode trazer consequências graves, como câncer de colo uterino, câncer de reto e câncer de pênis (ligados ao HPV), câncer de fígado (ligado aos vírus da hepatite) e a um tipo de sarcoma (em casos graves de AIDS).

Segundo o ginecologista e mastologista Cleverson Gomes do Carmo Júnior, o problema é que essas doenças são silenciosas, insidiosas e demoram muito tempo para se manifestar. “Uma relação sexual desprotegida hoje pode levar a estes cânceres após muitos anos”, alerta o médico.
 

HPV

O HPV é, disparado, o vírus sexualmente transmissível mais relacionado com o surgimento de tumores. Seu comportamento no corpo humano pode alterar as células infectadas, gerando, em tempo variado, câncer de colo do útero, câncer anorretal, câncer de pênis, entre outros mais raros.
 

Prevenção

Como todas estas doenças estão relacionadas ao sexo desprotegido, evidentemente que o uso do preservativo (masculino ou feminino) reduz muito a contaminação. “Vale lembrar que o preservativo deve ser utilizado em todas as formas de sexo. Caso, ainda assim, haja o contato físico ou com secreções, o indivíduo deve procurar imediatamente o médico para que sejam tomadas as providências tardias”, pontua o profissional.

 



Na lista dos tipos de cânceres mais comuns entre as mulheres brasileiras, o câncer de colo de útero, ou, cervical, é uma doença que demora muitos anos para se desenvolver. Mulheres acima de 25 anos estão mais suscetíveis ao problema. Principal agente da enfermidade, o papilomavírus humano (HPV), causa alterações nas células do corpo, resultando a formação de tumores. 

Hoje, o câncer de útero está em segundo lugar no ranking de tumores que mais afetam as mulheres, ficando atrás do câncer de mama. Antes de se tornar maligno pode compreender até 3 graus. Estas fases, conhecidas como NIC (Neoplasia Intraepitelial cervical), variam de acordo com a gravidade de cada caso.
Relacionados à infecção do HPV, há dois tipos de tumores: o carcinoma in situ, que corresponde a 80% dos casos e, o tumor invasivo, que representa 20% das incidências no Brasil.

Sintomas
No início, os sintomas são praticamente imperceptíveis. Por isso, é fundamental a realização periódica do exame de Papanicolau, que detecta possíveis lesões ainda nas fases iniciais.

Secreção e sangramento vaginal, em períodos fora da menstruação. Dor abdominal, além de transtornos no sistema urinário e perda de peso, estão entre as principais queixas dos pacientes em situações mais avançadas.

Previna-se!
O HPV é o principal fator de desenvolvimento do problema, por isso, previna-se, usando preservativos, que evitam o contágio. Vida sexual com múltiplos parceiros e o uso de cigarro são fatores que aumentam os riscos de desenvolver o câncer de útero.

A vacinação contra o HPV é outra medida de precaução. Hoje, há duas vacinas profiláticas à venda em grande parte das farmácias e drogarias do País. São elas: a quadrivalente e a bivalente.

Cuide-se!