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Câncer x dengue: o que eu preciso saber?

novembro 23, 2018 0
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Com a chegada do fim do ano, os cuidados com a dengue devem ser reforçados: é o momento em que o desenvolvimento do mosquito é mais rápido, assim como a transmissão da doença. Só em 2018, quase 14 mil casos de dengue foram registrados no Espírito Santo, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. A taxa de incidência da doença no Estado ficou em 344,91 (ou seja, 344 notificações a cada 100 mil habitantes), considerada alta.

Para pacientes em tratamento do câncer, o cuidado deve ser ainda maior, já que a dengue pode aumentar o risco de sangramentos e infecções. A médica oncologista da Medquimheo, Carolina Conopca, explica que ainda não há estudos avaliando a infecção de pacientes com câncer pela dengue, portanto, os cuidados devem ser os mesmos da população em geral: manter quintais limpos, evitar água parada e acúmulo de lixo, além de usar repelentes e roupas de mangas compridas, principalmente no verão e épocas chuvosas.

“Sabemos que a dengue pode causar plaquetopenia, ou seja, queda na contagem de plaquetas que são responsáveis pela coagulação do sangue, e queda no número de glóbulos brancos, as células de defesa do organismo. Isso pode aumentar o risco de infecções graves e sangramento, que podem ser fatais”, conclui.

Devo tomar vacina?

Além da dengue, outras doenças infecciosas como H1N1 e Febre Amarela podem prejudicar o tratamento contra o câncer. No caso da Influenza (H1N1), pacientes com tumores sólidos ou hematológicos estão incluídos no grupo prioritário de vacinação.

“É importante que as medidas adicionais de proteção sejam utilizadas, como lavar sempre as mãos, evitar locais com aglomeração de pessoas, utilizar álcool gel nas mãos e, caso julgue necessário, máscara de proteção. Pessoas em contato com pacientes com câncer – principalmente crianças – e profissionais de saúde, que não apresentem contraindicação, também devem receber também a vacina”, explica a oncologista.

Já as chamadas vacinas de vírus vivo atenuado (contra sarampo, rubéola, varicela, febre amarela, herpes zoster, poliomielite, rotavírus e BCG) devem ser evitadas. Todos os casos devem ser analisados por uma equipe multidisciplinar.

Fonte: Dra. Carolina Conopca – oncologista clínica – CRM: 11.130


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