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Alto nível de hormônio feminino pode causar câncer de endométrio

julho 3, 2014 0

Nem todas as mulheres já ouviram falar de câncer de endométrio, embora este seja o segundo tipo mais comum de câncer uterino e o mais comum câncer do corpo do útero. A mucosa que reveste a parede uterina interna dá nome a esta parte do organismo. O desenvolvimento desse câncer pode estar ligado ao aumento do nível de estrogênio no corpo feminino, o que, por sua vez, pode causar o crescimento endometrial e dar origem ao tumor.

Estima-se que mais de 80% dos cânceres de endométrio são adenocarcinomas. Esses são constituídos por células que se parecem bastante com o revestimento uterino normal. Mas existem, ainda, outros tipos como: carcinoma secretor, carcinoma ciliado e adenocarcinoma mucinoso. Vale ressaltar que quanto maior é o grau do câncer, mais células cancerosas estão agrupadas de forma irregular.

Grande parte dos casos costuma ocorrer entre os 60 e 70 anos, o que não descarta a possibilidade de ocorrer antes, principalmente, para as mulheres que têm histórico familiar da doença. Diabetes, pólipos endometriais, obesidade, infertilidade, menstruação irregular e pouco frequente,  e síndrome de ovários policísticos são outros fatores que aumentam o risco de desenvolver o transtorno.
 

De acordo com o ginecologista e mastologista Cleverson Gomes do Carmo Júnior, o endométrio é um tecido que é influenciado pelo estrogênio. “O estrogênio estimula a proliferação, isto é, o crescimento do endométrio. Quanto maior o crescimento do tecido, maior é a chance de nele se desenvolver um câncer. Por isso, o uso de terapia de reposição hormonal deve ser vigiado para câncer de endométrio. Além disso, outros cânceres que são influenciados pelo estrogênio, como o de mama e de ovário, aumentam a chance da mulher desenvolver também um câncer de endométrio”, esclarece.
 

Os sintomas

Sangramento genital após a menopausa é o sintoma mais comum. Dor no abdômen, semelhante à cólica, só que mais intensa; corrimento vaginal (transparente) após a menopausa e emagrecimento rápido também estão entre os sinais.
 

Diagnóstico e expectativa de cura

É preciso manter em dia os exames pélvicos e de Papanicolau, que ajudam a detectar infecções e o desenvolvimento de anormalidades. Mulheres que fazem terapia de reposição de estrogênio, também precisam realizar os exames.

Como na maioria dos casos esse tipo de câncer é diagnosticado no começo, a expectativa de cura é maior, comparada a outros cânceres. A taxa de sobrevivência em um ano chega a 92% e em cinco anos (para o câncer que não se espalhou) é de 95%.
 

Tratamento

Cirurgia, quimioterapia e radioterapia são as opções de tratamento. A histerectomia (retirada do útero) também pode ser uma indicação do especialista, dependendo do caso.

 

 

 


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